Para o presidente do Sindicato dos Bancários de Mato Grosso, Arilson da Silva, as queixas dos consumidores estão relacionadas à redução do número de bancários e a visão dos banqueiros sobre a função das agências bancárias. Aqui, para atender a demanda de serviços no setor seriam necessários 6 mil trabalhadores, mas o número atual não chega aos 4,5 mil. No Brasil, informa, há 15 anos eram 1 milhão de bancários. Hoje, são somente 450 mil bancários. O assunto é uma das pautas de reivindicação da categoria que decide, na terça-feira, se entra em greve geral. Além disso, reclama Arilson, os bancos são tratados como pontos de vendas e não de prestação de serviços. Desse jeito não dá para ter qualidade, completa. Silva lembra que os bancos chegaram a ingressar com ação na Justiça reivindicando a exclusão dos serviços financeiros das exigências do Código de Defesa do Consumidor (CDC), mas não obtiveram êxito no pleito. Na avaliação do sindicalista, as ocorrências denunciadas pelos consumidores aos órgãos de defesa do consumidor assim como as ações impetradas na Justiça indicam que os bancos preferem burlar a lei e até pagar indenização a atender bem a sociedade. O que aconteceu nos bancos com relação à segurança, enfatiza Silva, constrange os usuários. Como exemplo, ele cita o assalto a agência do Banco do Brasil de Novo Mundo, interior do Estado, onde os assaltantes fizeram dezenas de reféns e obrigaram clientes a ficar seminus. (AA)