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CIDADES
Quarta-feira, 21 de Setembro de 2011, 07h:08

ASSALTOS A BANCOS

Aumento de ocorrências acelera plano

MT continua ocupando primeiros lugares em ataques a instituições financeiras. Porém, Segurança anuncia ações estratégicas para combate

ALCIONE DOS ANJOS
Da Reportagem
Neste ano, Mato Grosso ainda não mudou a realidade de ocupar um dos primeiros lugares no ranking dos estados quanto ao número de ataques a bancos registrados em 2010. Das 31 mortes ocorridas em assaltos a agências no Brasil, quatro foram em Mato Grosso. Este ano já foram contabilizados 25 roubos a bancos e 69 arrombamento de caixas-eletrônicos, agora, com mais estragos, já que os criminosos deixaram o maçarico de lado e usam explosivos. Os dados da violência foram novamente reforçados pelo presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários e do Ramo Financeiro de Mato Grosso (SEEB), Arilson da Silva, durante a apresentação do Plano de Ações de Prevenção e Repressão Imediata a Roubos a Banco, ontem pela manhã. “O nosso objetivo principal é preservar a vida dos usuários do sistema financeiro e dos trabalhadores. É notório que vivemos um problema de orçamento, mas estamos reunindo forças para enfrentar o problema”, avaliou. O plano foi elaborado pelo Grupo de Trabalho Bancário (GT Bancários) formado por instituições dos governos estadual e federal, além de sindicatos dos vigilantes, dos bancários e dos bancos, que vêm se reunindo desde março de 2010 para construção da proposta. Ontem, após a reunião para apresentar as estratégias, o plano foi aprovado na íntegra pelo secretário de Estado de Segurança Pública, Diógenes Curado. Para o representante da Confederação Nacional dos Vigilantes, Empregados em Empresas de Segurança, Vigilância e Transporte de Valores (CNTV-PS), Moisés da Consolação, a violência em agências bancárias é preocupante em todo o país. Mas é preciso voltar os olhos par Mato Grosso. “Aqui há uma situação grave. Mato Grosso só perde em número de ações criminosas para São Paulo”, alertou. “E o trabalhador vigilante é o mais vulnerável, já que ele é alvo de ações violentas. Sem a mudança de postura dos banqueiros sobre a necessidade de investir mais em segurança fica muito difícil”, reclamou. “Uma medida simples seria o monitoramente do entorno dos bancos, uma proposta arcaica, já que há mais de 10 anos é usada em Brasília no setor dos bancos, mas que é válida, pois já evitou várias saidinhas de banco e frustrou inúmeros assaltos lá”, citou Consolação. A procuradora-chefe do Ministério Público do Trabalho (MPT), Eliney Bezerra Veloso, também considera importante a participação das instituições financeiras no investimento em segurança. “Os bancos precisam entender que investir no monitoramente fora da agência não é transferência de custo do público para as empresas, é uma visão mais ampla do que é segurança pública”, avaliou. Já o diretor da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Virgílio Ribeiro, garante que as instituições filiadas à federação, o que representa 98% das instituições bancárias, investem cerca de R$ 7,4 bilhões ao ano em segurança. “Em 2011, estamos chegando a R$ 9 bilhões em segurança bancária, que vai desde contratação de vigilantes à atualização de software e equipamentos de monitoramento”, revelou.

Edição EDIÇÃO 16965




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