CIDADES
Terça-feira, 28 de Maio de 2013, 21h:01
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GREVE
Audiência é antecipada
Representantes das empresas e motoristas se reúnem hoje na Justiça do Trabalho para discutir reivindicações
JOANICE DE DEUS
Da Reportagem
A Justiça do Trabalho antecipou para hoje a primeira audiência de conciliação entre representantes dos Sindicatos dos Trabalhadores (STETT/CR) e das Empresas do Transporte Coletivo de Cuiabá e Várzea Grande. A reunião é uma tentativa de colocar fim no impasse entre a classe patronal e motoristas e cobradores, que deflagraram greve por tempo indeterminado desde a última segunda-feira. Porém, o presidente do STETT/CR, Ledevino Conceição, não acredita que haja acordo. A categoria não tem esperança nenhuma. Há a expectativa de que o juiz tente flexibilizar os empresários, mas não há esperança nenhuma. Há um entendimento que o salário está defasado e precisa de recomposição, comentou. A antecipação atende pedido do sindicato patronal e de representantes de entidades da área comercial como Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e Federação do Comércio (Fecomércio). Não havendo acordo, a greve prossegue e a Justiça do Trabalho inicia a instrução do processo. Após, é marcado o julgamento do dissídio coletivo pelo Pleno do Tribunal Regional do Trabalho da 23ª Região (TRT/MT). Ontem, a exemplo do primeiro dia de greve, os trabalhadores foram para as garagens. A diferença desta vez é que desde as primeiras horas (5h), os coletivos começaram a circular, conforme determinação judicial. Em caso de descumprimento, o sindicato pode ser multado em R$ 10 mil ao dia. (Ante)Ontem houve alguns transtornos por falta de comunicação. Recebemos a liminar após às 18 horas e não conseguimos reunir o pessoal a tempo para comunicar sobre a decisão e a necessidade de cumprimento, esclareceu. A audiência está marcada para às 14 horas, na sala de Sessão de Turmas - auditório nº 3. O processo será conduzido e relatado pelo desembargador Edson Bueno, vice-presidente do Tribunal, conforme prevêem as normas do TRT/MT. A categoria reivindica aumento de 33% para motoristas e 20% para os demais trabalhadores. Hoje, 80% dos (1.200) motoritas exercem a função de cobrador, justificou. Como última proposta, os empresários ofereceram 10,6%, percentual rejeitado pelos trabalhadores. A Justiça do Trabalho determinou ainda a realização, com a máxima urgência, de mandado de constatação, por amostragem, nas empresas Pantanal, Expresso NS e União Transportes. Os representantes dessas empresas deverão informar o número total de ônibus da frota destinados a atenderem o transporte coletivo do aglomerado urbano entre as duas cidades, contatando-se in loco quantos desses veículos encontram-se parados na garagem em razão do movimento paredista. A Associação Mato-grossense dos Transportadores Urbanos (MTU) informou que as empresas União Tranporte, Norte-Sul e Integração tiveram 50% da frota circulando na Grande Cuiabá. Já a Pantanal teve 46%, porcentagem inferior a exigida pela Justiça.