CIDADES
Sábado, 11 de Julho de 2015, 12h:39
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TURISMO
Após a Copa, o abandono
Espaços públicos que deveriam ter sido revitalizados e entregues para o Mundial continuam sem reforma ou abandonados
JOANICE DE DEUS
Da Reportagem
A Copa do Mundo do Brasil terminou há um ano e espaços de Cuiabá, que deveriam ter sido revitalizados e entregues para o Mundial continuam sem reforma ou com obras em ritmo lento e, em alguns casos, com aspecto de abandono. Entre eles, estão praças, como da República, Alencastro, Luiz Albuquerque, o Museu do Rio Hid Alfredo Scaff e o Aquário Municipal. Quem transita pela Praça da República, no centro da cidade, tem bem a noção do cenário do descuido. Por lá, um dos principais problemas, é o piso em pedra granítica, que está destruído em vários pontos, oferecendo risco de acidentes aos frequentadores. Contando ninguém acredita; mas esses dias o pneu de um ônibus pegou raspão uma dessas pedras que estavam soltas sobre a pista. Essa pedra saiu como se fosse um tiro e acertou a testa de uma menina de 12 ou 13 anos, que se tivesse sido atingida no olho teria ficado cega, contou um vendedor de produtos alimentícios, que preferiu não se identificar. A praça fica ao lado da Rua 13 de Junho, que conta com intenso fluxo de veículos e coletivos. O mesmo vendedor mostra ainda um buraco, onde os comerciantes colocaram o que sobrou de uma velha lixeira de plástico para evitar acidentes. Tem ainda o morrinho do artilheiro que já derrubou inúmeras crianças e idosos, comentou. Na Praça Rachid Jaudy, que fica entre a Avenida Isaac Póvoas e a Rua Barão de Melgaço, chama a atenção a falta de funcionamento do espelho dágua, o que contribuiu para a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor de doenças como a dengue. Amo esse lugar. É muito tranquilo, mas a queda dágua faz uma grande diferença, frisou a artesã Maria do Carmo Azevedo Silva, de 49 anos, moradora de Peixoto Azevedo. Em outro ponto da cidade, no bairro Porto, a Praça Luiz Albuquerque encontra-se em situação ainda mais deplorável, não só no aspecto estrutural, mas pela intensa presença de usuários de álcool e outras drogas. Lá, os dependentes químicos dormem, improvisam fogão a lenha para cozinhar e fazem suas necessidades fisiológicas. Ainda no Porto, a poucos metros da praça, estão o Museu do Rio e do Aquário Municipal, que também carecem de melhorias no aspecto físico. Por lá, os visitantes reclamam da aparência turva da água da piscina, com vários exemplares de peixes, que fica ao redor do aquário, além da presença de pombos no local. Ontem pela manhã, no entorno dos dois prédios públicos, havia sujeira, mato e um poste de energia caído na calçada, o que reforça o cenário de desleixo, muito distante da promessa de revitalização por parte da administração municipal da região. A reforma do museu e do aquário faz parte do projeto Porto Cuiabá, lançado pela prefeitura, em 2013. O orçado em R$ 30 milhões, a iniciativa consiste em um pacote de obras com objetivo de alavancar o potencial turístico do trecho mais tradicional da orla da cidade. O projeto prevê ainda a restauração da Praça Luís Albuquerque, ciclovia ao longo da orla, calçadão de 12 metros de largura, onde serão instalados equipamentos para práticas de esporte, assim como bares e lanchonetes. Entretanto, os serviços seguem em ritmo lento. A reportagem do Diário de Cuiabá procurou a assessoria de imprensa da Prefeitura de Cuiabá para falar sobre o assunto, ainda na sexta-feira pela manhã, mas não obteve um retorno.