CIDADES
Terça-feira, 23 de Setembro de 2008, 21h:37
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MALÁRIA
Apesar da OMS, casos caem em MT
ALEXANDRE APRÁ
Especial para o Diário
Mesmo com o relatório divulgado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) apontando que o Brasil está entre os 30 países com maior incidência de malária no mundo, a Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso garante que os casos no Estado estão em queda gradativa desde 2006. Dos nove estados que formam a Amazônia Legal, Mato Grosso é o penúltimo em número de casos. Só perde para o Maranhão. Em Mato Grosso, no ano passado, foram 7.857 casos notificados contra 1.845 registrados no primeiro semestre deste ano. Se comparados os primeiros semestres de 2007 e 2008, o Estado diminuiu as notificações em 51%. Enquanto isso, Amazonas aparece como campeão de casos da doença, com 202.957 casos, seguido do Pará, com 76.546 casos notificados no ano passado. A redução também aconteceu com os números de todo o país. No ano passado, foram 448 mil casos contra 546 mil notificações em 2006. No primeiro semestre deste ano foram mais de 140 mil casos. A superintendente de Vigilância em Saúde da Secretaria Estadual de Saúde, Maria Conceição Vila, admite que Mato Grosso, assim como os outros estados da Amazônia Legal, tem o perfil endêmico de proliferação da doença. O mosquito transmissor da malária tem como habitat as matas fechadas e florestas, principalmente a amazônica. Mas, ela garante que não há riscos de epidemias. Os números mostram uma tendência de queda nos últimos anos. Mas, não vamos conseguir erradicar a doença, porque o mosquito está dentro da floresta. No entanto, ela afirma que a Secretaria realiza ações de fronteira nos municípios do extremo norte do Estado. Eles apresentam o maior número de casos, por conta do trânsito de pessoas nas regiões de divisa com Rondônia e Amazonas, principalmente. O relatório divulgado pela OMS revela que, em 2006, havia mais de 1,4 milhão de pessoas infectadas no Brasil. Nesse período, foram estimadas cerca de mil mortes por malária. Desse total, 280 seriam crianças com menos de cinco anos. O Ministério da Saúde não reconheceu os dados como verdadeiros.