CIDADES
Quinta-feira, 21 de Junho de 2007, 21h:01
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Apenas um inquérito, civil ou militar, deve continuar
ROBERTO NUNES
Da Reportagem/Rondonópolis
Caso os inquéritos civil e militar que investigam os autores e o tipo de crime em que se enquadra a simulação de resgate de reféns, do dia 26 de maio, indiquem crime culposo (que não teve a intenção de matar), os policiais envolvidos serão punidos apenas pela PM, e não responderão por crime na Justiça comum. Já se houver a constatação de homicídio doloso (com intenção de morte), o caso passará à alçada da Polícia Civil. Uma fonte da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) assegura que um dos dois processos vai ser extinto. Ontem, o comandante regional da PM em Rondonópolis, coronel Pedro Sidney, revelou os nomes dos dois PMs presos por suspeita de envolvimento na simulação: o cabo Joailton Lopes de Amorim e o soldado Cléber dos Santos Souza, que estão detidos no 5º BPM, na cidade. O presidente do Inquérito Policial Militar, coronel Joelson Sampaio, foi quem pediu a prisão dos policiais. Segundo ele, há indícios de que o tiro com munição de verdade que matou o estudante Luiz Henrique, durante a simulação no Jardim das Flores, saiu das armas de um dos dois militares. As mesmas fontes da Sejusp revelam que os sete policiais (seis praças e um tenente) envolvidos diretamente estariam dificultando o processo de investigações. Na quarta-feira, o presidente do inquérito civil, delegado João Pessoa, disse que aguarda o laudo pericial das imagens da simulação para confirmar as investigações. O prazo expira no dia 28, mas acredita-se que o delegado vá pedir a prorrogação. Já o Inquérito Policial Militar tem previsão de conclusão para o dia 8 de julho. Ontem, o comandante geral da PM, coronel Campos Filho, disse que o comando não iria se pronunciar a respeito da prisão dos policiais, enquanto o inquérito militar não for concluído. A TRAGÉDIA - O menino Luiz Henrique morreu após ser atingido por um tiro de espingarda calibre 12 na cabeça, durante uma simulação realizada pelo Grupo de Operações Especiais (GOE), da Polícia Militar, no bairro Jardim das Flores, periferia de Rondonópolis. Outras nove pessoas - entre elas, um policial militar que participava da operação - foram feridas por tiros ou estilhaços. Na apresentação militar, ao invés do uso de festim, as armas foram carregadas com munições verdadeiras.