Um homem prestou depoimento ontem pela manhã, no plantão do Cisc-Planalto, em Cuiabá, dizendo que havia conhecido uma pessoa que poderia ser o pedreiro Amarildo Dias de Souza, 43 anos, desaparecido da favela da Rocinha, no Rio de Janeiro, desde o dia 14 de julho deste ano. O delegado plantonista Marcos Pedroso, confirmou que tomou esse depoimento, mas preferiu não divulgar a identidade do depoente e o conteúdo das declarações, alegando desconfiança das informações recebidas. Mesmo assim, Marcos Pedroso disse que ao final do plantão enviaria o documento para a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa(DHPP), órgão da segurança responsável pela investigação de casos de desaparecimento de pessoas. O único detalhe da declaração revelado pelo delegado foi que também seria Amarildo o nome da pessoa citada pelo declarante. Mas outras informações, como a data do desaparecimento não estaria compatível com o caso do pedreiro carioca. O Caso Amarildo, amplamente divulgado pela imprensa nacional, estaria diretamente relacionado com uma ação policial. O pedreiro teria sumido depois de ser levado de casa por uma equipe de PMs da Unidade Pacificadora da Rocinha(UPP). Policiais que atuam na UPP foram convocados a prestar esclarecimento sobre o desaparecimento de Amarildo. A Polícia Civil investiga também os equipamentos de GPS das viaturas, presentes na unidade, para saber por onde as equipes passaram no dia do crime. O sumiço de Amarildo foi usado pela sociedade civil organizada para discutir casos semelhantes, que foram registrados no país.