CIDADES
Segunda-feira, 06 de Junho de 2011, 21h:04
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UFMT
Alunos de Medicina também paralisam
ALECY ALVES
Da Reportagem
Mato Grosso está atravessando um momento incomum no serviço público. Em praticamente todas as esferas - federal, estadual e municipal - há setores paralisados por causa de greve dos servidores. Até mesmo estudantes estão protestando e deixando de frequentar as aulas. Na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), onde são comuns as paralisações de professores e servidores, é a vez dos alunos pararem. Estudante do quinto semestre da faculdade de Medicina, classificada pelo Enade (Exame Nacional do Desempenho do Estudante) entre as melhores do país, entraram em greve ontem por tempo indeterminado. Os acadêmicos reclamam que não estão fazendo aulas práticas em diversos módulos do ensino, de professores que faltam com frequência e da necessidade de aula extra para complementar o conteúdo de matérias aplicadas de maneira precária nos semestres anteriores. Dias atrás, os alunos redigiram um manifesto no qual detalham esses e outros problemas. Ontem, produziram um novo documento, desta vez uma carta aberta, assinada por todos da turma, entregue para professores, chefes de departamentos e estudantes dos demais semestres de Medicina. No manifesto, eles acusam a Universidade de ignorar o módulo de saúde da mulher III, que abordariam práticas sobre pré-natal, gravidez e puerpério anormal, assistência ao parto normal e ao recém-nascido. Das 30 aulas práticas estabelecidas pelo Plano de Ensino nenhuma foi cumprida. Em outro trecho do documento escrevem: no módulo Saúde do Adulto III, os problemas começam pelo Plano de Ensino, que estabelece 90 horas-aula de teoria e 90 práticas. Tal disposição viola o estabelecido pelo projeto pedagógico que define 60 horas-aula de teoria e 120 de prática, denunciam. Conforme os alunos, o Projeto Político Pedagógico de Medicina na UFMT está sendo violado em várias designações das Diretrizes Curriculares Nacionais para os cursos de Medicina no Brasil. A integração ensino-serviço não é adequadamente cumprida no que se refere à ampliação da duração da prática educacional na rede pública de saúde. Os estudantes agendaram uma reunião para hoje, às 8h, em que esperam reunir acadêmicos de outros semestres, professores e diretores da Faculdade de Medicina. Ontem à tarde, a reportagem não conseguiu contatar a direção da faculdade, solicitação feita através da assessoria de imprensa. SERVIDORES - Os servidores técnicos e administrativos da UFMT também entraram em greve ontem. Além do descumprimento de acordos trabalhistas, reivindicam reajuste salarial de 6%.