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Quinta-feira, 24 de Maio de 2012, 21h:38

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Álcool ainda prevalece nas ruas

LAURA NABUCO
Da Reportagem
Embora o crescente uso do crack seja o novo foco das políticas públicas de combate às drogas no país, uma pesquisa em andamento na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) aponta que o álcool ainda é a droga mais consumida entre moradores de rua em Cuiabá. Conforme os dados preliminares do estudo, a droga, tida como uma das mais perigosas devido à rapidez com que causa dependência, ainda aparece em terceiro lugar na lista de sustâncias consumidas por pessoas em situação de risco, ficando atrás da pasta-base de cocaína, segunda colocada na lista. O levantamento faz parte de um trabalho realizado pela coordenadora do Centro de Referência à Formação de Profissionais das Redes de Atenção à Saúde e Assistência Social com Usuários de Drogas (CRR) da UFMT, Delma Perpétua, apresentado ontem (24), durante o simpósio “Enfrentamento do crack e outras drogas: desafios e possibilidade”, no campus da universidade na Capital. Segundo a pesquisadora, além de não estar no topo da lista dos mais consumidos em Cuiabá, o crack também não é a droga que mais se populariza entre essa parcela da população. “A mídia fala muito do crack, mas notou-se um aumento do uso da pasta base”, ressalta. Os dados foram colhidos com moradores de ruas recolhidos em albergues na Capital e mostram que o perfil dos usuários de drogas corresponde a homens pardos, com idade entre 20 e 30 anos, de baixa escolaridade. Outro estudo, apresentado por Nayara Bueno, constatou dados semelhantes entre adolescentes internados no Centro de Atenção Psicossocial para Álcool e outras Drogas (Caps) Adolecer. Realizado com 135 jovens que passaram por tratamento durante 2009, o levantamento mostrou que o tabaco e a maconha foram as drogas mais consumidas. O perfil dos entrevistados era de adolescentes do sexo masculino, com idade entre 15 e 17 anos, que já haviam tido algum problema com a Justiça. A maioria identificada como usuários de freqüência pesada, ou seja, que consumiam a droga 20 ou mais vezes por mês.

Edição EDIÇÃO 16961




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