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Segunda-feira, 28 de Dezembro de 2009, 23h:21

CONCURSO

Agora, provas em 3 dias

Candidatos a cargos de nível superior da maior seleção pública já executada em MT farão provas em 21 de março

KEITY ROMA
Da Reportagem
As provas do concurso público do Estado para as vagas de nível superior serão aplicadas em uma nova data, no dia 21 de março de 2010. O Comitê de Coordenação do Concurso Público divulgou ontem a divisão do certame agora em três etapas. Outra medida adotada para evitar outros problemas do exame seletivo é a parceria estabelecida com a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Com a mudança parcial, o primeiro teste será realizado no dia 31 de janeiro para 75 mil candidatos que concorrem às vagas de nível fundamental. As provas para nível médio serão aplicadas no dia 21 de fevereiro e, no dia 21 de março, as de nível superior. A partir de hoje ficará disponível no site www.concurso.mt.gov.br, e, a partir de amanhã, nos jornais, a lista com o nome dos candidatos de nível fundamental. O candidato que não estiver com o nome na listagem deve procurar a Secretaria de Estado de Administração (SAD) até o dia 6 de janeiro e requerer a inclusão. A reclamação pode ser realizada na Coordenadoria de Provimento da SAD ou por meio do telefone 0800-6473633. Para a solicitação é necessário apresentar o comprovante de pagamento da inscrição. “O candidato terá uma semana para se manifestar. Se quando chegar o dia da prova alguém alegar que o nome não consta na lista, nada mais poderá ser feito”, falou o coordenador do Comitê, Alexander Maia. A divulgação dos inscritos nas demais datas será realizada posteriormente da mesma maneira. Com o fechamento do número exato de candidatos, os locais de provas serão confirmados no dia 15 de janeiro. O Comitê estima que para a primeira etapa serão necessários 83 estabelecimentos de ensino para acomodar os concorrentes. Apesar da nova alteração, o secretário de Administração, Geraldo de Vitto, afirmou que cerca de 5,5 mil candidatos aprovados poderão tomar posse ainda em 2010 para os cargos cujas provas têm apenas uma etapa de prova. Para as vagas que dependem de dois exames, não há tempo hábil para a posse, por se tratar de ano eleitoral. FISCAIS - Com o gasto estimado em R$ 13,5 bilhões, devido a primeira tentativa frustrada de aplicar as provas, agora o governo estadual está convocando servidores públicos para que trabalhem como fiscais no concurso. Os funcionários poderão optar por um dia de folga ou, então por receber R$ 60 por período trabalhado nos dias de prova. Interessados que não fazem parte do quadro de servidores estaduais também podem se cadastrar para atuar como fiscais, com possibilidade de escolha dos dias em que quer exercer a função. “É só preencher o formulário no site do concurso”, falou Maia. Ele frisou que o ideal seria um fiscal para cada 15 candidatos, mas o número de inspetores dependerá do número de pessoas que se disponibilizarão para a tarefa. “Caso não haja muitos interessados, vamos garantir 4 mil fiscais chamando servidores da Segurança”. Um dos fatores que podem pesar contra a procura pela atividade é a demora para o pagamento dos ficais que trabalharam em 22 de novembro. Dos 14 mil prestadores de serviço, oito mil não receberam. Maia alegou que o impasse se deve a questões técnicas, como erros de dados bancários. Já o ressarcimento dos candidatos que desistiram de fazer a prova está previsto para acontecer até o final de fevereiro. SEGURANÇA - Após a comprovação de fraude na Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), agora as provas serão feitas em uma sala de segurança na UFMT, em Cuiabá. Professores da instituição federal também ajudarão os docentes da Unemat na elaboração de questões. Os cadernos dos exames serão impressos em uma gráfica de segurança máxima de São Paulo e as filmagens serão fornecidas ao Ministério Público Estadual. Apesar da defesa ferrenha pela retirada da Unemat do processo alegando “incapacidade técnica”, o MPE recuou. “Não é a instituição que deve ser punida, mas sim as pessoas envolvidas na fraude”, disse o promotor de justiça Domingos Sávio Arruda.

Edição EDIÇÃO 16967




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