Para fazer o cálculo do reajuste da tarifa intermunicipal, a Ager utilizou a quantidade média de 1.055.776 passageiros ao mês durante 2009. Esta equivalência mostra uma queda mensal de mais de 200 mil usuários, se comparada a 2008, quando o número de passageiros era de 1.268.371 por mês. Na Capital, a Associação dos Transportadores Urbanos (MTU) aponta redução de 8% no número de pagantes. Além das facilidades de financiamento para se adquirir carro e moto, o valor da tarifa, considerado alto, é um dos principais fatores que levam as pessoas, especialmente as mais pobres, a deixarem de andar de ônibus. Da busca de uma solução para o problema do trânsito caótico à questão da malha viária em más condições, o incentivo ao transporte coletivo é apontado por empresários e representantes dos usuários como o caminho para garantir o serviço acessível para toda população. A saída é o subsídio, afirmou o presidente da MTU, Ricardo Caixeta. Da mesma visão compartilha a presidente da Associação dos Usuários do Transporte Coletivo Urbano de Mato Grosso, Marleide Oliveira Carvalho. A primeira coisa que se tem que olhar é o transporte de massa, frisou. Na contramão dessa prioridade, Marleide Carvalho lembrou os subsídios dados pelo governo para a compra de carro individual ou mesmo para eletrodomésticos. Transporte coletivo é primeira necessidade. Antes de ganhar seu salário, o trabalhador precisa de acessibilidade, e para quem não tem dinheiro isso significa pegar ônibus. O transporte coletivo é usado pelas pessoas para trabalhar, para ir ao médico e à escola e o poder público não tem essa visão, reforçou. (JD)