CIDADES
Segunda-feira, 02 de Julho de 2012, 22h:12
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TRÂNSITO
Agentes estudam usar arma não-letal
Assunto chegou à pauta de discussão após a tentativa de homicídio sofrida por um amarelinho, atingido na cabeça após advertir motorista
LAURA NABUCO
Da Reportagem
O Sindicato dos Agentes de Trânsito e Transporte Urbano de Cuiabá estuda a possibilidade de requerer que os chamados amarelinhos passem a andar com algum tipo de arma não-letal. A medida chegou à pauta de discussões após o atentado contra um dos amarelinhos na última quinta-feira. O rapaz de 19 anos, que não quis se identificar, trabalhava na avenida Dante de Oliveira, por volta das 19h, quando foi agredido na cabeça. O motorista, que andava sem cinto de segurança e foi advertido pelo agente, usou uma marreta para desferir o golpe. O rapaz foi socorrido, levou quatro pontos no ferimento, e não corre risco de morrer. Segundo a assessoria da Polícia Civil, o caso é tratado como tentativa de homicídio. O delegado responsável pelas investigações, Laudeval de Freitas, já ouviu a vítima e uma testemunha. Agora aguarda o resultado da perícia, previsto para sair em 30 dias. Para o presidente do sindicato, Alexandre Castro de Arruda, este foi um fato isolado, mas que abriu o debate para a questão da segurança dos agentes. Estávamos tratando de itens salariais quando isso aconteceu. Vamos analisar esse ponto, mas não tem nada definido, afirmou. Segundo o diretor de trânsito da Secretária Municipal de Trânsito e Transporte Urbano (SMTU), Jackson Messias, alguns amarelinhos já pediram para serem transferidos para funções internas na pasta desde o ocorrido. Ele acredita que casos de desrespeito aos agentes devem se tornar mais frequentes, já que a presença deles aumentou na cidade desde o início da semana passada, quando 179 amarelinhos foram nomeados. As pessoas têm que se acostumar a serem fiscalizadas a partir de agora. Além disso, tem que mudar essa visão de que o amarelinho é carrasco. Nosso trabalho é, em primeiro lugar, de orientação. Só depois autuamos quem está errado, que sempre tem a possibilidade de recorrer, afirma. Messias lembra ainda que todos os agentes passaram por curso de formação antes de saírem às ruas. Entre as aulas obrigatórias estava a de abordagem ao público. Arruda afirma que os casos de motoristas irritados são normais, mas ressalta que também há casos de pessoas que ligam na sede da secretaria para elogiar o trabalho desenvolvido. A fiscalização só não interessa a quem está errado. Mas é claro que casos como esse geram um pouco de insegurança, avalia.