Não tenho medo do júri popular. Eu confio na opinião pública. A afirmação do advogado de defesa de João Arcanjo Ribeiro, Zaid Arbid, é referente à determinação dada pela juíza da 12ª Vara Criminal, Maria Aparecida Ferreira Fago, na semana passada. O processo em que ele é acusado de ser o mandante do assassinato do empresário do ramo de bingos e jogos eletrônicos, Mauro Sérgio Manhoso, era o único em que não havia pronúncia quando o réu deve ser submetido a júri popular. Com essa decisão, Arbid afirmou que começa a articular a estratégia de defesa de Arcanjo. Ele confia na absolvição. Como não existem provas, acredito nisso. Segundo ele, o processo que deu origem à prisão do comendador, em que ele é acusado de ser o mandante do assassinato do empresário Domingos Sávio Brandão, foi escancarado perante a opinião pública em dezembro de 2002, durante o programa Fantástico (Rede Globo), mas o inquérito somente foi concluído nove meses depois. Além disso, todo o inquérito foi baseado unicamente no depoimento de um delegado, disse. Mais magro e abatido, Arcanjo pouco se pronunciou. À reportagem disse receber visitas da família semanalmente, em Campo Grande, e que estava cansado da rotina de audiências. Indagado se preferia voltar para o presídio em Cuiabá respondeu: Preferia estar em casa. (SS)