CIDADES
Segunda-feira, 09 de Abril de 2012, 22h:13
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DIREITO
Advogada tenta evitar o vai-e-vem de argentinos
JARDEL PATRÍCIO ARRUDA
Da Reportagem
O alvará de liberdade provisória dos irmãos argentinos acusados de terem furtado a bolsa de uma garota em uma boate de Cuiabá permite o retorno deles ao país natal, mas prevê a volta trimestral dos dois para prestar contas das suas ações à Justiça. Entretanto, a advogada de defesa, Beatriz Vianna, pretende evitar esse vai-e-vem. Ela tentará trancar a ação em decorrência da inconsistência da acusação. O depoimento é todo truncando, cheio de contradições. Dizem que encontraram a máquina da moça no carro deles, mas também dizem, no depoimento todo, que ela estava com essa máquina tirando fotos, argumenta a advogada de defesa dos irmãos argentinos. Vamos trancar essa ação e eles não vão precisar voltar, completou, otimista. Luis Marcelo Lujan, 28, e Ignácio Augustin Lujan, 25, foram presos na madrugada do último sábado de março (31), após uma maquina digital amadora de Raquel Rocha ter sido encontrada no carro deles. Contudo, no Boletim de Ocorrência, os irmãos teriam roubado a bolsa dela justamente enquanto ela tirava uma foto. Além disso, no BO também consta o fato de, em uma primeira revista ao veículo, nada ter sido encontrado. A câmera fotográfica só teria aparecido em uma segunda inspeção, sem a presença dos irmãos. Esse fato será um dos trunfos da advogada Beatriz Vianna na tentativa de trancar a ação. Além disso, os irmãos Lujan afirmam serem vítimas de uma armação porque estariam dançando com Raquel Rocha, a dona da bolsa supostamente roubada. Ela estava acompanhada de uma amiga e do irmão, Robson Rocha, e seu amigo, Franco Nascimento, ambos soldados da Polícia Militar. Segundo os argentinos, os dois policiais os teriam agredido, além de terem disparado cinco tiros e forjado o furto. Os dois soldados envolvidos na ocorrência estão sendo investigados pela Corregedoria da Polícia Militar. Enquanto isso, eles continuarão a executar normalmente suas funções enquanto a corporação não encontrar nenhuma prova efetiva de alguma infração na ocorrência envolvendo os irmãos argentinos. Segundo o ouvidor-geral das polícias, Teobaldo Witter, a corregedoria tem um prazo de 15 dias, prorrogáveis por mais 10, para apresentar uma posição quanto ao caso. Se o parecer não for satisfatório, ele disse que pode tentar outras medidas contra os soldados, como uma ação civil pública.