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CIDADES
Segunda-feira, 04 de Maio de 2009, 20h:55

Abstenção de associação causa estranheza ao final de votação

Durante a votação na reunião do Conselho Municipal de Transporte (CMT), na manhã de ontem, chamou a atenção o fato da Associação dos Usuários do Transporte Coletivo (Assut) se abster. Foi a Assut quem motivou, em junho de 2008, a ação civil do Ministério Público Estadual (MP) contra o município de Cuiabá, devido às irregularidades nos processos de reajuste da tarifa de transporte coletivo. Com a ação, o MPE conseguiu uma liminar que impedia o aumento tarifário sem critérios claros. Junto à Assut, outros dois integrantes se abstiveram de votar durante a reunião do CMT - o Sindicato do Transporte Alternativo (SETA) e a Ucam (União Coxipoense de Associações de Moradores). Também foram três os que votaram contra a nova planilha de custos para a tarifa: a União Cuiabana de Associações de Moradores de Bairros (Ucamb), a Câmara Municipal de Cuiabá e a Associação Mato-Grossense dos Deficientes (Amde). A representação da Polícia Militar (PM) faltou à reunião. Suplente da Assut no CMT, o diretor técnico Jean Van Den Haute esclareceu a abstenção. No entendimento da Assut, o valor de R$ 2,05 deve ser mantido. Caso haja o aumento – com reajuste limite de R$ 0,37 – a diferença deverá ser paga pelo Poder Público. O raciocínio é de que o preço já é alto demais. Den Haute explica que a Assut vislumbra o estabelecimento de um preço social justo, estipulado em R$ 1. Isso, porém, só seria possível com o cumprimento integral da Constituição, que trata o transporte coletivo de maneira obrigatoriamente integrada em aglomerados urbanos como, de fato, constituem Cuiabá e Várzea Grande, separados apenas por diferentes administrações públicas. Deste modo, não somente os municípios entrariam com recursos para a manutenção do sistema metropolitano de transporte integrado, mas também o governo estadual, extinguindo a diferenciação entre o transporte municipal e o intermunicipal. (RD)

Edição EDIÇÃO 16967




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