CIDADES
Segunda-feira, 11 de Junho de 2007, 20h:30
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CASO CASSIANO
À Justiça, maiores acusados culpam menor
No primeiro depoimento em juízo dos 4 maiores denunciados por assassinar o estudante, eles dizem que quem atirou foi o filho de Carlos Brito
ALECY ALVES
Da Reportagem
Os quatro rapazes acusados de participação no assassinato de Cassiano Martins Oliveira, crime ocorrido em 18 de abril deste ano, apontaram o filho de 16 anos do secretário de Justiça e Segurança Pública, Carlos Brito, como autor dos tiros que mataram o estudante. Ontem à tarde, ao contrário do que havia levantado o inquérito policial, no interrogatório em juízo, Crystopher Pereira da Costa, conhecido como Kito, Alecxandro Coimbra da Silva Oliveira, Belzailton Auto de Souza e Wanderley de Jesus Dutra disseram que o adolescente fez os disparos pela janela do carro. Tanto Crysthofer, que para a polícia seria o mentor do crime, quanto Bezailton, até então quem atirou em Cassiano, negaram terem planejado e executado o homicídio. O advogado de Crysthofer, Janone da Silva Pereira, observou que os acusados também disseram ao juiz da 13ª Vara Criminal, Adilson Polegato, que foram espancados dentro da delegacia Especializada de Homicídios (DHPP). Mas, conforme Pereira, mesmo sendo uma exigência habitualmente cumprida, nesse caso, nenhum dos rapazes passou por exame de corpo de delito antes de ser levado para o presídio. O advogado Eduardo Mahon, contratado pela família de Cassiano Oliveira como assistente de acusação para atuar ao lado do Ministério Público Estadual, acha que apontar o adolescente menor de 18 anos como autor do crime é uma estratégia da defesa dos principais acusados. A intenção é imputar culpa ao menor que não tem como responder pelo crime na tentativa de minorar a responsabilidade dos maiores, avaliou Mahon. No entendimento dele, essa é uma besteira que certamente não vai colar, porque todos acabaram sendo levados a julgamento por homicídio. Para Mahon, todos os acusados, hoje em liberdade, deveriam estar presos. Nos espanta a não internação do adolescente, observou ele, acrescentando que a advogada designada por ele para acompanhar o caso, Sandra Alves, está entrando com um recurso (agravo) junto ao Tribunal de Justiça pedindo aplicação de medida sócio-educativa em regime fechado para o filho do secretário. O promotor de Justiça, Flávio Fachone, também está recorrendo da decisão judicial que permite que os quatro maiores respondam pelo crime em liberdade.