CIDADES
Sábado, 19 de Janeiro de 2013, 13h:09
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CAIXA-ELETRÔNICO
198 suspeitos foram presos em 3 anos
Um quatro dos criminosos foi localizado fora do Estado e eram apontados como líderes das quadrilhas especializadas na modalidade
ADILSON ROSA
Da Reportagem
Nos últimos três anos, a Polícia Civil de Mato Grosso prendeu 198 suspeitos de participação em ataques a caixas-eletrônicos. Do total, cerca de um quarto ou 50 suspeitos foram localizados fora do Estado, para onde foram exportados para arrombar equipamentos do setor de auto-atendimento. Os números são da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) da Polícia Civil, responsável pelas investigações dessa modalidade de crime. Segundo os policiais, a exportação de mão-de-obra criminosa pode ser maior porque essa migração para outros Estados começou há dois anos entre 2011 e 2012. Foram localizados os suspeitos em Tocantins, Mato Grosso do Sul, Amazonas, Rondônia, Acre, Piauí, Maranhão, Bahia, São Paulo, Pará, Goiás e Espírito Santos. Rondônia, Maranhão, Amazonas e Mato Grosso do Sul registraram a prisão de mais criminosos de Mato Grosso do que dos próprios Estados nessa modalidade. Para se ter uma ideia, no ano passado, foram 41 presos em Mato Grosso e 27 fora do território mato-grossense, o que representa 40%. Os policiais acreditam que, com o cerco aos bandidos por aqui, acabaram procurando espaço em outros locais. A onda de prisões de bandidos de Mato Grosso começou em junho de 2011, com a prisão de quatro assaltantes em São Luiz, no Maranhão. Eles fizeram um ataque a uma agência do Banco do Brasil. O ápice, no entanto, foi em agosto daquele ano com nove bandidos mato-grossenses presos no Piauí, o que deixou as autoridades daquele Estado assustadas. Em setembro, foi a vez da prisão de três jovens que saíram do Parque Cuiabá para atacar caixas-eletrônicos em Ladário (MS). O ano fechou com quatro prisões em Aparecida de Goiás (GO). Conforme as investigações, foi a partir de 2011 que os ladrões trocaram os maçaricos pelas dinamites, ampliando a ação dos bandidos que ganharam em agilidade. Cortar um caixa-eletrônico poderia demorar até três horas. Entre a explosão e fuga, são questões de minutos, lembrou um policial. Para o delegado Flávio Stringueta, titular do GCCO, na maioria das prisões em outros Estados, os assaltantes daqui sempre chefiavam o esquema ou eram peça fundamental nos ataques tanto de corte com maçarico como explosão. O delegado frisou que toda prisão de membros de quadrilha, ainda que não sejam os líderes, gera impacto no grupo. Ele lembra que esse é um dos motivos da queda dos ataques a caixas-eletrônicos no Estado. Qualquer prisão ainda que não seja de um líder, faz com que essas quadrilhas recuem e diminua as ações ou partam para outras regiões, como foi o que aconteceu, ressaltou. Essa diminuição pode ser creditada a uma prisão chave. Em dezembro de 2011 os policiais prenderam o assaltante Evandro Fernandes Fraça Dias, o Vandinho, apontado pela Polícia como participante de ao menos 40 arrombamentos de caixas-eletrônicos e considerados um dos maiores especialista dessa modalidade de crime no país.