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BRASIL
Segunda-feira, 11 de Junho de 2012, 20h:43

MORTE/EMPRESÁRIO

Xingamento teria sido um dos motivos para o crime

Em depoimento, mulher de executivo Marcos Matsunaga disse que foi chamada de 'prostituta'

Em seu depoimento à Polícia Civil, a bacharel em direito Elize Matsunaga, 30, presa desde o dia 4 sob a suspeita de matar e esquartejar o marido, Marcos Matsunaga, 42, disse que ele a chamou de "prostituta". O xingamento, segundo Elize, foi causado porque ela confrontou o marido sobre um caso extraconjugal que ele mantinha como uma garota de programa que usa o nome de Natália. Ainda segunda a versão da suspeita, a vítima disse para ela "ir embora para o Paraná para sua família de bosta". Depois da discussão, Elize usou uma pistola calibre 380 para atirar na cabeça de Marcos, um dos herdeiros da Yoki Alimentos, vendida recentemente para um grupo norte-americano por R$ 1,75 bilhão. A polícia informou que já encerrou a fase de depoimentos na investigação sobre a morte do executivo da Yoki Marcos Matsunaga, 42. Segundo a SSP (Secretaria de Segurança Pública), a polícia aguarda apenas a conclusão dos laudos do crime para anexar ao inquérito e encaminhá-lo à Justiça. Dentre as pessoas que foram ouvidas está a garota de programa que teria sido estopim para a briga entre Matsunaga e a mulher, Elize Matsunaga, 30, na noite da morte do executivo, em maio. A garota de programa, que não teve o nome informado, afirmou à polícia que mantinha um relacionamento com o executivo desde o início do ano e que esteve com ele nos três últimos dias antes da morte dele. Ela disse ainda que ganhou um carro de Matsunaga, mesmo sem saber dirigir. ARMA Elize disse aos policiais que, após balear o marido com a arma que ganhou dele, arrastou o corpo para o banheiro de um dos quartos da casa, esperou algumas horas e começou a cortá-lo com uma faca. Após atirar no marido, Elize - que é bacharel em direito e tem formação técnica em enfermagem - disse que esperou cerca de dez horas o corpo esfriar para evitar um sangramento maior da vítima. Depois, colocou o corpo em sacos plásticos e os jogou em um terreno baldio em Cotia, na Grande São Paulo. Ela afirmou também que se desfez do corpo no mesmo dia - disse que costumava passar pela região a caminho de um sítio em Ibiúna Na presença de seu advogado, Luciano Santoro, Elize contou que demorou cerca de quatro horas para esquartejar o marido. Depois, limpou o banheiro para evitar rastros. A filha do casal, de um ano, estava no apartamento na hora do crime. A família do executivo disse que não vai disputar a guarda da criança. Elize e Matsunaga se casaram há dois anos.

Edição EDIÇÃO 16962




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