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BRASIL
Quarta-feira, 02 de Fevereiro de 2011, 21h:00

FICHA LIMPA

Voto de Fux definirá destino de barrados

Com o caso empatado no STF, caberá a Fux desempatar o caso e definir o rumo de políticos que poderiam ser eleitos, mas que foram barrados pela Justiça Eleitoral

FELIPE RECONDO e MARIÂNGELA GALLUCCI
Da Agência Estado – Brasília
O novo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux definirá o destino da Lei da Ficha Limpa. Com o caso empatado no STF, caberá a Fux desempatar o caso e, com isso, definir o rumo de políticos que poderiam ser eleitos, mas que foram barrados pela Justiça Eleitoral. Fux nunca se manifestou sobre o assunto, até porque o assunto não passava pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). No entanto, pessoas que acompanham a trajetória do ministro, incluindo colegas de magistratura e advogados, arriscam que ele será contrário à possibilidade de fatos anteriores à aprovação da lei serem usados para impedir a candidatura de políticos. Se confirmado esse prognóstico, a aplicação da lei será esvaziada. Para barrar os candidatos nas eleições do ano passado já com base na Lei da Ficha Limpa, a Justiça Eleitoral avaliou fatos ocorridos antes da aprovação da nova legislação. Políticos tradicionais como Jader Barbalho e Joaquim Roriz, por exemplo, foram afastados da disputa porque renunciaram há anos a seus mandatos no Senado. Nesse caso, o Supremo teria de enfrentar outro imbróglio: tirar parlamentares do cargo para dar posse àqueles que foram barrados pela Lei da Ficha Limpa. A chegada do ministro também permitirá o julgamento de duas ações polêmicas de interesse direto de seu principal padrinho na campanha pela cadeira no STF, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral. A primeira pede o reconhecimento de direitos previdenciários de casais homossexuais. A segunda contesta a distribuição de royalties do petróleo. Como os assuntos despertam muita discussão, o Supremo somente deverá julgá-los quando o quórum estiver completo, ou seja, após a posse de Fux. A presidente Dilma Rousseff indicou-o para a vaga, que surgiu em agosto com a aposentadoria de Eros Grau. Para tomar posse, ele terá de passar por uma sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Posteriormente, o nome terá de ser aprovado pelo Senado. A expectativa é que Fux tome posse em março. APROVAÇÃO O presidente do STF, Cezar Peluso, disse ontem que ia pedir ao presidente do Senado, José Sarney, que fosse acelerado o processo de aprovação do nome de Fux. Peluso quer que a aprovação ocorra o mais rápido possível para que o ministro passe a integrar o Supremo e o tribunal possa julgar os casos que demandam o quórum completo. A indicação de Fux foi formalizada com a publicação no Diário Oficial da União. Mas o nome do ministro foi redigido de forma incorreta, como Luiz Pux, e terá que ser republicado.

Edição EDIÇÃO 16961




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