BRASIL
Segunda-feira, 06 de Maio de 2013, 20h:43
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BRASILEIRO/OMC
União Europeia e Croácia decidem apoiar adversário
RENATA GIRALDI
Da Agência Brasil Brasília
Após um dia de consultas, sem consenso, a União Europeia e a Croácia, totalizando 28 votos, decidiram ontem apoiar o candidato mexicano Herminio Blanco, de 62 anos, que disputa o cargo de diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC) com o embaixador brasileiro Roberto Carvalho de Azevêdo, de 55 anos. Apesar da decisão de votar em bloco dos europeus e croatas, os negociadores brasileiros mantêm o otimismo. Em meio às negociações, o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, disse que está otimista em relação à possibilidade de vitória de Azevêdo. Internamente, a contabilidade é que até anteontem o brasileiro tinha 79 votos. Segundo os articuladores da candidatura do brasileiro, é possível manter o otimismo porque a definição da eleição não depende apenas do mínimo de 80 votos favoráveis em um total de 159. É necessário negociar um acordo que agrade a maioria, eliminando o máximo o índice de rejeição. O acordo é costurado pela chamada Troika Canadá, Suécia e Paquistão. O assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, disse que as informações que dispõe permitem ter confiança na vitória de Azevêdo. [As informações que eu tenho] são de hoje. Mas aí eu quero insistir: não quero transformar informação positiva em um prognóstico, disse. Na eleição da OMC, cada um dos 159 países que integra o órgão vota no nome de sua preferência. A escolha é feita em três etapas. Inicialmente, havia nove nomes e todos os candidatos concorreram. Hoje os candidatos serão informados, não oficialmente, sobre quem é o vitorioso, mas o resultado oficial só será divulgado no dia 8. O novo diretor-geral da OMC tomará posse em 31 de agosto, substituindo o francês Pascal Lamy. Nos últimos dias, a presidenta Dilma Rousseff pessoalmente telefonou para vários líderes políticos, enquanto o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, conversou com chanceleres de vários países em busca de apoio para Azevêdo.