BRASIL
Sexta-feira, 30 de Novembro de 2007, 18h:34
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Tiroteio leva pânico à Estação Sé do Metrô em plena tarde
EDUARDO REINA e JONES ROSSI
Da Agência Estado - São Paulo
A fuga de assaltantes de banco pela Estação Sé do Metrô, no centro da capital paulista, provocou tiroteio e pânico ontem no horário do almoço. Dois passageiros e dois bandidos foram baleados, um deles preso. Outras 18 pessoas passaram mal ou machucaram-se ao cair durante o tumulto. O tiroteio foi iniciado por um policial militar à paisana, que estava de folga. Paulo, de 84 anos, foi baleado no braço esquerdo e passou por cirurgia no Hospital Vergueiro. José Carlos Horas, de 47 anos, foi ferido de raspão na cabeça pela mesma bala que acertou o braço de Campos. De acordo com o filho dele, Fernando Carlos Horas, testemunhas do tiroteio disseram que a bala partiu do revólver calibre 38 do PM. Douglas Villas-Boas, de 37 anos, que confessou ter participado do assalto, foi ferido na mão esquerda Outro ladrão, também ferido, conseguiu escapar. Os bandidos assaltaram a agência Bradesco na Praça da Liberdade por volta das 12h30. De acordo com o delegado Fábio Daré, do 1º Distrito Policial, na Sé, foram roubados R$ 31 mil. Na fuga, foi deixado um malote com R$ 1.762,80 na entrada na Estação Liberdade, junto com dois revólveres calibre 38 levados dos vigias do banco. Do lado de fora da agência, Villas-Boas dava cobertura ao bando. Um policial civil contou que eram sete os bandidos. O delegado Daré trabalha com a hipótese de que pelo menos quatro participaram da ação. A fuga foi ousada. Os assaltantes invadiram a Estação Liberdade, pularam as catracas e correram pelo túnel em direção a Estação Sé, segundo o Metrô. A segurança da companhia só percebeu a invasão quando, já dentro dos 544 metros de túnel entre Liberdade e Sé, as câmeras captaram imagens de pessoas nos trilhos. Na Sé foram recebidos à bala pelo policial militar Alberto de Araújo, que estava à paisana. O soldado do 19º Batalhão, no Tatuapé, na zona leste de São Paulo, tem 24 anos, e está há cerca de dois anos na corporação. Araújo não quis falar. "Prefiro não fazer comentários." O tenente Daniel Coronado, que atendeu a ocorrência, disse que o soldado terá sua conduta averiguada para saber se foi correta. Segundo Araújo contou à Polícia Civil, ao avistar Villas-Boas, deu voz de prisão. O bandido teria sacado uma pistola 380. Foi quando o PM atirou. A mão do ladrão foi atingida. Mesmo assim, ele correu e conseguiu fugir. Os outros bandidos misturaram-se na multidão. PÂNICO NO METRÔ Foram minutos de pânico na estação. Campos foi baleado às 12h50, segundo Francisco Glaudevano, de 38 anos, que estava ao lado da vítima. "Eu esperava o trem para ir até a Estação São Bento. Estava do lado desse senhor. Quando percebemos que havia algo diferente, pedi pra ele se afastar um pouco. Foi quando o cara pulou na plataforma. Tinha polícia e agentes do Metrô atrás. Ouvi o tiro e o senhor caiu do meu lado" contou Glaudevano.