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BRASIL
Quinta-feira, 28 de Junho de 2012, 20h:56

DEMÉSTENES

Taques entrega relatório sobre cassação de senador

Para cassar o mandato de Demóstenes são necessários 41 dos 81 votos dos senadores

LUCIANA LIMA e PEDRO PEDUZZI
Da Agência Brasil – Brasília
O senador Pedro Taques (PDT-MT) entregou ontem seu relatório sobre o processo de cassação do mandato do senador Demóstenes Torres (sem partido - GO) à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. O teor do relatório não foi divulgado, no entanto, Taques já sinalizou que considerou o processo dentro dos “moldes constitucionais”. Taques citou o mandado de segurança dado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli a Demóstenes, concedendo mais prazo para a sua defesa no Conselho de Ética. Na avaliação de Taques, com a decisão, o ministro "saneou" o que poderia ser considerado vício no processo. A leitura e votação do documento que analisa os aspectos constitucionais do pedido de cassação está marcada para a próxima quinta-feira (4). Caso os aspectos constitucionais sejam aprovados na CCJ, o processo seguirá para o plenário do Senado, cuja votação está marcada para o próximo dia 11 de julho. Para cassar o mandato de Demóstenes são necessários 41 dos 81 votos dos senadores. A votação em plenário é realizada de forma secreta. Antes de seguir para o plenário, o processo terá que aguardar um intervalo equivalente a cinco sessões ordinárias do Senado. Diante dessa exigência regimental, a Mesa Diretora do Senado decidiu convocar sessões ordinárias para as segundas-feiras, dias 2 e 9 de julho. O esforço é para que o julgamento de Demóstenes ocorra antes do recesso parlamentar, marcado para ter início no dia 17 de julho. Na segunda-feira, o Conselho de Ética aprovou relatório do senador Humberto Costa (PT-PE) favorável à cassação de Demóstenes Torres. A votação no conselho ocorreu de forma nominal e por meio de voto aberto. O relatório recebeu a aprovação dos 15 senadores que integram o conselho. PERILLO O governador de Goiás, Marconi Perillo, questionou ontem, mais uma vez, a forma como o relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira, deputado Odair Cunha (PT-MG), tem conduzido os trabalhos na Casa. Segundo o governador, Cunha tem servido de “cabo de chicote” durante o andamento das investigações. “O Odair Cunha tem de agir como relator isento. Não pode servir de cabo de chicote de ninguém”, disse Perillo ao deixar a sede da Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT), onde participou da assinatura de protocolo de intenções destinado à elaboração de estudos de viabilidade para a implantação da linha de trem que ligará Brasília à Goiânia. Perillo garantiu estar “absolutamente tranquilo” em relação à casa que vendeu ao empresário goiano Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira. “Fiz um negócio particular. Vendi uma casa de forma lícita, recebi [por ela] e coloquei no Imposto de Renda”, disse. O governador goiano desqualificou também os depoimentos do arquiteto Alexandre Milhomen - responsável por uma reforma, supostamente paga também por Cachoeira, feita na casa anteriormente à venda - e do jornalista Luiz Carlos Bordoni na CPMI. “O arquiteto prestou serviço para quem comprou uma casa minha. Não para mim", disse.

Edição EDIÇÃO 16962




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