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BRASIL
Segunda-feira, 14 de Dezembro de 2009, 23h:22

ÁREA NUCLEAR

Subsecretário quer pressão sobre Irã

DENISE CHRISPIM MARIN
Da Agência Estado - Brasília
O subsecretário de Estado para o Hemisfério Ocidental, Arturo Valenzuela, disse ontem que os Estados Unidos continuarão a "encorajar os países a pressionar o Irã" a cumprir com suas obrigações na Organização das Nações Unidas (ONU) e na Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). Valenzuela comentou o que Washington espera da aproximação do Brasil a Teerã, consolidada com a visita do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, a seu colega Luiz Inácio Lula da Silva em 23 de novembro. "Damos as boas vindas ao interesse do Brasil de fazer com que o Irã cumpra suas obrigações", afirmou, depois de considerar que houve um "equívoco" na interpretação de recentes declarações da secretária de Estado, Hillary Clinton, sobre as aproximações de países latino-americanos a Teerã. "O Brasil é um Estado soberano e tem o direito de ter relações com o país que queira", arrematou. Na última sexta-feira, 12, em Washington, Hillary fez uma ameaça. "As pessoas que quiserem flertar com o Irã deveriam ver quais podem ser as consequências e esperamos que pensem duas vezes", declarou. Embora facilmente aplicável à Venezuela e seus sócios na Alternativa Bolivariana para as Américas (Alba), setores do governo brasileiro não tiveram dúvidas de que a mensagem teve o Brasil como destinatário. Valenzuela insistiu na versão de que o governo de Barack Obama está aberto ao diálogo e à cooperação com países cujas posições sejam muito diferentes das de Washington. Mas acrescentou que, para o Irã, há dificuldades internas para esse diálogo sobre a necessidade de cumprir com os compromissos multilaterais na área de energia atômica. COLÔMBIA O subsecretário afirmou ainda que o governo americano enviou a todos os chanceleres e ministros de Defesa da América do Sul uma carta na qual garantia que o acordo militar dos Estados Unidos com a Colômbia não contemplará a invasão de territórios vizinhos. Assinada pelos secretários Robert Gates, da Defesa, e Hillary Clinton, de Estado, a carta foi enviada também para o presidente do Equador, Rafael Correa, que preside temporariamente a União de Nações Sul-americanas (Unasul). Valenzuela, entretanto, não soube dizer quando a carta foi entregue.

Edição EDIÇÃO 16967




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