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BRASIL
Quarta-feira, 03 de Junho de 2015, 20h:19

PEZÃO/CABRAL

STJ autoriza quebra de sigilo

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) autorizou a quebra de sigilo telefônico do governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), do ex-governador do estado Sérgio Cabral (PMDB) e do ex-secretário da Casa Civil Regis Fichtner em inquérito da Operação Lava Jato no qual os três são investigados. Também houve quebra de sigilo de executivos de empreiteiras suspeitos de participação no esquema de corrupção e desvio de dinheiro na Petrobras. O objetivo é analisar as ligações trocadas entre outubro de 2009 e o fim de 2010 entre os políticos do Rio e outros investigados. O ministro Luís Felipe Salomão, relator da Lava Jato no STJ, deferiu pedido da Polícia Federal e determinou que as operadoras de telefonia enviem informações sobre a troca de telefonemas. A assessoria do ex-governador Sérgio Cabral informou que ele "respeita" as decisões do processo judicial. "O ex-governador Sérgio Cabral respeita o processo judicial e reitera o seu repúdio e a sua indignação às mentiras ditas pelo delator Paulo Roberto Costa." Segundo a assessoria do ex-secretário Regis Fichtner, ele não não vai comentar. O G1 procurou a assessoria do governador Luiz Fernando Pezão e aguarda resposta. O pedido da PF de quebra de sigilo foi endossado pela vice-procuradora-geral da República, Ela Wiecko, responsável pela investigação dos governadores no STJ – há outro inquérito da Lava Jato no tribunal, que investiga o governador do Acre, Tião Viana (PT). Ele nega ter recebido na campanha eleitoral dinheiro desviado da Petrobras e pediu o arquivamento do inquérito. Em depoimento dado no acordo de delação premiada, o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa afirmou ter arrecadado R$ 30 milhões como caixa dois da campanha de 2010 do ex-governador Sérgio Cabral. Os recursos teriam beneficiado também o atual governador do estado, Luiz Fernando Pezão (PMDB), vice de Cabral na época. De acordo com o ex-diretor, o operador dos repasses foi o então secretário da Casa Civil de Cabral, Regis Fichtner. Os três negam as suspeitas.

Edição EDIÇÃO 16967




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