Segundo Ricardo Lewandowski, que será o sucessor de Barbosa, a corte optou não fazer a eleição em razão da ausência de Luiz Fux e Luís Roberto Barroso
FILIPE COUTINHO
Da Folhapress Brasília
Em uma rápida sessão ontem, os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) não elegeram um novo presidente, após a aposentadoria do ministro Joaquim Barbosa. Os ministros ignoraram o último ato de Barbosa, que havia marcado a eleição para ontem. De acordo com o ministro Ricardo Lewandowski, que será o sucessor de Barbosa, os colegas de corte optaram não fazer a eleição em razão da ausência dos ministros Luiz Fux e Luís Roberto Barroso. "A corte entendeu que com a ausência de dois ministros, com ausências justificadas previamente, que não seria conveniente realizar um ato de tamanha importância que é a eleição do futuro presidente com um plenário reduzido", disse. REGIMENTO Na prática, os ministros optaram por fazer valer o regimento interno da corte, que prevê a eleição na segunda sessão após a vacância do cargo, em vez de seguir a data marcada por Joaquim Barbosa. Perguntado se Barbosa havia se equivocado ao marcar a data sem o prazo exigido no regimento, Lewandowski disse que os ministros não discutiram isso ao optarem por não realizar a eleição. "Isso não foi examinado, apenas esse aspecto [da ausência dos ministros]", disse. Na sessão de ontem, os ministros julgaram em bloco recursos "residuais" de processos anteriores, segundo Lewandowski. "Essa é uma sessão mais formal do que jurisdicional", afirmou.