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Quarta-feira, 23 de Dezembro de 2009, 22h:41

TRAGÉDIA

Sobe para nove o número de mortos em naufrágio

CARLOS MENDES
Da Agência Estado - Belém
Subiu ontem para nove o número de mortes no naufrágio do barco Almirante Barroso, que bateu em um banco de areia e virou, na madrugada de terça-feira, no rio Amazonas, entre as cidades de Monte Alegre e Prainha, no oeste do Pará. Do acidente, 96 pessoas sobreviveram, mas sete estão desaparecidas. Ontem o corpo de uma criança de 11 anos e do mestre de máquinas da embarcação, Geovane Mendes foram resgatados pelas equipes do Corpo de Bombeiros e da Marinha que fazem buscas no local. Uma família inteira morreu no acidente: Eronildo João das Chagas, de 40 anos, a mulher dele, Neuzilene Tavares de Oliveira, de 28, e a filha, de três. Os pais trabalhavam como professores em Laranjal do Jarí, no Amapá, e estavam no barco para passar as festas de final de ano em Santarém. A quarta vítima fatal do naufrágio, Rosana da Silva Batista, de 22 anos, teve o corpo levado para Santarém. Entre os nove mortos, quatro são crianças. GRÁVIDA A jovem Marcilene Ribeiro, grávida e que não sabia nadar, foi salva pela mãe, Nézia. "Nós nos agarramos a uma sacola e coloquei minha filha em cima dela. Foi assim que escapamos da morte", contou Nézia. Horas depois, Marcilene deu à luz ao bebê num hospital de Monte Alegre. A criança recebeu o nome de Vitorino, uma alusão ao fato de ele a mãe terem sido salvos pela avó. Vinte e um mergulhadores e equipes de resgate, utilizando lanchas, ainda fazem buscas pela região para encontrar corpos e possíveis sobreviventes. A Marinha nega que o barco estivesse com passageiros acima da capacidade permitida da embarcação, que era de cem pessoas.

Edição EDIÇÃO 16962




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