O candidato tucano à Presidência da República, José Serra, desconsiderou ontem, em sua quinta visita a Pernambuco nesta campanha eleitoral, as pesquisas eleitorais que indicam a sua adversária com mais de 10 pontos porcentuais na preferência do eleitorado brasileiro. "Acho que, de fato, há um empate técnico", afirmou ele em entrevista ao radialista Geraldo Freire, da Rádio Jornal, o que repetiu depois em entrevista na Radio Folha e a jornalistas. Citou os institutos Vox Populi e CNT Sensus como "alugados" e, mesmo não destratando o Ibope e o Datafolha - este considerado por ele "talvez o mais independente" - lembrou que "mesmo no caso dos outros, há problemas metodológicos". "Não tem nada mais errado no Brasil do que pesquisa", reforçou, ao lembrar de eleições cujos resultados foram diferentes do que indicavam as pesquisas. "Pesquisa é furada e isso no futuro vai ter de ser examinado". Ele criticou a postura do presidente na eleição e disse que neste segundo turno, Lula "passou dos limites". Reiterou que ele deixou de governar e "ficou todo jogado para eleger Dilma (Rousseff)" como se fosse uma questão de poder pessoal. Destacou ainda que ninguém consegue governar de fora e que se Dilma for eleita, "vai ficar tudo na mão dela". "Não há no mundo nem na história do Brasil um exemplo desse tipo que tenha funcionado, um presidente largar o governo para eleger o sucessor e ficar governando na sombra".