BRASIL
Segunda-feira, 27 de Setembro de 2010, 19h:44
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ELEIÇÕES
Serra critica PT por tentar alterara lei às vésperas
ANNE WARTH
Especial para AE - São Paulo
O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, criticou ontem a ação direta de inconstitucionalidade impetrada pelo PT para derrubar a obrigatoriedade de apresentação de dois documentos para votar: o título de eleitor e um documento oficial com foto. "O presidente da República, meses atrás, sancionou essa lei. Vem o PT de última hora querer mudar a regra do jogo? É muito esquisito." "Essa foi uma lei aprovada pelo Lula", afirmou o tucano, após reunir-se no Esporte Clube Sírio em encontro com mulheres, organizado por sua mulher, Monica Serra. E defendeu a obrigatoriedade de apresentar dois documentos para votar. "É uma garantia para não ter enganação porque o título de eleitor não tem foto. Todo o processo eleitoral se organizou em função disso." No evento, Serra pediu que suas eleitoras multipliquem o voto e consigam convencer os eleitores indecisos na semana final da campanha. "Se cada um conquistar mais um voto, seriam votos demais, mas trata-se de uma média. Quem puder conquistar 4 ou 5, maravilha. Sobretudo, quem for da área da saúde", argumentou. Confiante na possibilidade de ir ao segundo turno com sua principal adversária, Dilma Rousseff (PT), Serra disse que o trabalho de conquista dos votos não termina no domingo. "É um trabalho grande que não termina domingo. Segunda-feira começa um trabalho que vai ter o dobro da intensidade de agora." Do encontro no Sírio participaram também o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, o governador Alberto Goldman, o candidato do PSDB ao governo de São Paulo, Geraldo Alckmin, a vice-prefeita Alda Marco Antonio, além de mulheres de políticos aliados. (Colaborou Sandro Villar)