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Cuiabá MT, Terça-feira, 23 de Junho de 2026

BRASIL
Sábado, 31 de Maio de 2014, 19h:18

VIOLÊNCIA/MUDANÇA

Senadores esperam investimentos

De 2002 a 2012, o total de assassinatos no Brasil subiu de 49.695 para 56.337, o que representa uma taxa de 13,4% em termos absolutos, a maior registrada no país desde 1980. Mas, levando em consideração o crescimento da população, o aumento foi de apenas 2,1%. Esses são dados da prévia do Mapa da Violência 2014. Os Jovens do Brasil, divulgada na última terça-feira. A pesquisa, realizada pelo sociólogo Julio Jacobo Waiselfisz há uma década, leva em conta as mortes ocorridas em acidentes de trânsito, os homicídios e os suicídios e utiliza como base dados do Sistema de Informações de Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde. De 2011 para 2012, houve um aumento de mais de 7% na taxa de homicídios no país. Em números, isso significa uma passagem de 52.198 casos para 56.337. No estado de Roraima, o aumento foi de 71,3%, o maior do país. Alguns estados obtiveram quedas nas taxas de homicídios, como Espírito Santo, Pernambuco e Alagoas. Apesar desse decréscimo, o estado de Alagoas ainda é o mais violento do país, com um número de 64,6 assassinatos para cada 100 mil habitantes, mais que o dobro da média nacional, que é de 29 assassinatos. Os estados de Santa Catarina e São Paulo obtiveram as menores taxas, 12,8% e 15,1%, respectivamente. Pela Organização Mundial da Saúde o índice considerao aceitável é de 10 mortes por 100 mil habitantes. Os senadores dos estados que apresentam resultados significativos na pesquisa reivindicam mais investimentos para segurança pública, cobram ações dos governos e defendem políticas para promoção de igualdade sociais para mudar o quadro da violência no Brasil que . Segundo o senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), o aumento da taxa em Roraima se deve a um desgoverno, desde o fim do mandato anterior e por todo o atual mandato. “O atual governador, Anchieta Junior, realmente deixou o estado em um caos. Saúde, educação, transporte, segurança, tudo. Fora a falta de investimento do governo federal nesse setor. A segurança pública não pode ser uma responsabilidade só do estado, tem que ser uma política nacional”, afirmou. Para o senador, a situação se complica em seu estado por se localizar em uma fronteira. “Estamos abertos a tráfico de drogas, a contrabando de armas, a tráfico de pessoas... Tudo isso agrava a situação, apesar de ser um estado pequeno.” Para a senadora Ana Rita (PT-ES), apesar da queda no número de homicídios no Espírito Santo, o decréscimo foi insignificante. “O Espírito Santo ainda continua em segundo lugar entre os estados onde há maior taxa de assassinatos. Apesar de essa queda ter contribuído de alguma maneira, eu não consigo visualizar uma política efetiva de enfrentamento à violência contra os jovens no estado”, ressaltou. No entanto, a senadora lembrou que o governo do estado tem se empenhado nessa luta contra a violência.

Edição EDIÇÃO 16967




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