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Quinta-feira, 26 de Julho de 2007, 20h:40

Segurança diz que mortos são 199

PAULO R. ZULINO e VANNILDO MENDES
Da Agência Estado - São Paulo
A Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo informou ontem que, ao contrário do que consta no boletim de ocorrência elaborado pelo 27.º Distrito Policial (DP) no Campo Belo, zona sul da capital paulista, são 199 e não 200 os mortos no acidente com o vôo JJ 3054 da TAM Linhas Aéreas, no dia 17. Isso porque um passageiro, cujo nome correto ainda é apurado, faria parte da lista da TAM sobre quem estava no avião. Na verdade, esse passageiro não embarcou. CORPOS O Instituto Médico Legal (IML) de São Paulo identificou mais três vítimas do acidente com o Airbus A-320 da TAM na tarde de ontem. Duas delas, Rodrigo de Souza Moreale e Sandro Rogério Schubert foram identificados pelos peritos. Com isso, sobe para 86 o número de vítimas reconhecidas. O número de vítimas do acidente chega a 199: eram 187 pessoas na aeronave, cinco pessoas no solo e outras sete estão desaparecidas. BLITZ A Secretaria do Direito Econômico (SDE), do Ministério da Justiça, começou ontem, com auxílio da Polícia Federal (PF), uma blitz nas companhias aéreas para investigar denúncias de desrespeito aos direitos dos consumidores. Em entrevista coletiva, a secretária de Direito Econômico, Mariana Tavares de Araújo, informou que a blitz começou pelo Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, e pelo aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek, em Brasília e deve-se estender aos demais, em todo o País, e a todas as empresas aéreas. A primeira empresa investigada foi autuada por não estar cumprindo seus deveres de prestar informação adequada aos consumidores e atendimento no caso de atrasos de mais de quatro horas. O nome da companhia autuada não foi revelado, porque ainda não está aberto um processo administrativo, no qual ela terá amplo direito de defesa. Segundo a secretária Mariana Tavares de Araújo, as empresas que forem condenadas por violações do Código de Defesa do Consumidor e do Código Brasileiro de Aeronáutica serão punidas com multas de até R$ 3 milhões, além de possíveis sanções civis e criminais.

Edição EDIÇÃO 16967




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