BRASIL
Quinta-feira, 25 de Junho de 2009, 21h:07
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Sarney se diz vítima de campanha por apoiar Lula
DENISE MADUEÑO
Da Agência Estado Brasília
O presidente do Senado, José Sarney (PMDB/AP), afirmou em nota, que a matéria de ontem do jornal 'O Estado de S.Paulo', é uma campanha da mídia contra ele. Na nota, Sarney atribui como um dos motivos dessa campanha o fato dele apoiar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Sarney não explica as ações de José Adriano Cordeiro Sarney, seu neto, para intermediar a concessão de empréstimos a funcionários do Senado. O senador diz apenas que considera que os esclarecimentos prestados pelo neto, em nota já divulgada, são suficientes. Segue a íntegra da nota: "Sobre a matéria divulgada hoje (ontem) pelo jornal O Estado de S.Paulo, considero os esclarecimentos prestados pelo meu neto, José Adriano Cordeiro Sarney, pessoa extremamente qualificada, com mestrado na Sorbonne, e pós graduação em Harvard, suficientes para mostrar a verdadeira face de uma campanha midiática para atingir-me, na qual não excluo a minha posição política, nunca ocultada, de apoio ao presidente Lula e seu governo". LICENÇA Pressionado pelas denúncias e com a cobrança de sua saída pelos senadores, o ex-diretor-geral do Senado Agaciel Maia se afastou da Casa por 90 dias. Ele pediu a licença, formalizada ao primeiro-secretário do Senado, Heráclito Fortes (DEM-PI), com base no regimento jurídico único dos servidores públicos, que lhe assegura esse direito por assiduidade. O afastamento é automático e a licença será remunerada. Na carta encaminhada ao primeiro-secretário, ele nega ter "constrangido, chantageado ou prejudicado qualquer pessoa no Senado" e afirma nunca haver cometido qualquer ilegalidade. O ex-diretor-geral diz que a declaração de preenchimentos de vagas de cargos em gabinetes de senadores é uma acusação infundada. Agaciel argumenta ainda que necessita de tempo para preparar sua defesa desta "avalancha de acusações absurdas e descabidas que estão tentando me imputar". Ele alega que está sendo submetido a um desgaste emocional e que há necessidade de preservar sua história funcional de mais de 33 anos de serviço público.