O senador Joaquim Roriz (PMDB-DF) encaminhou ontem ao corregedor do Senado, Romeu Tuma (DEM-SP), um pacote com documentos que, segundo ele, provam que não há dinheiro público envolvido na transação feita com um cheque de R$ 2,2 milhões sacado em 13 de março no Banco de Brasília (BRB). Antes de receber os documentos, que ainda não analisou, Tuma havia dito que, em tese, há indícios de que Roriz quebrou o decoro parlamentar. "Em tese, já houve quebra de decoro e, portanto, já pode ser aberto processo no Conselho de Ética", disse. Para ele, "há indícios de tráfico de influência", além do "fato estranho" de que o BRB só notificou o Conselho de Controle das Atividades Financeiras (Coaf) uma semana depois de pagar o cheque.