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Cuiabá MT, Quinta-feira, 11 de Junho de 2026

BRASIL
Sábado, 06 de Agosto de 2011, 12h:45

ELEIÇÕES

Reforma política volta para debate na Câmara

Relator vai sugerir sistema eleitoral misto e internet para iniciativa popular

KARLA ALESSANDRA
Da Agência Câmara – Brasília
O parecer do relator da Comissão Especial da Reforma Política, deputado Henrique Fontana (PT-RS), que será apresentado dia 10 de agosto, vai sugerir a adoção de um sistema eleitoral misto. Por esse sistema, o eleitor poderá votar no candidato de sua preferência e também no partido político. A eleição levará em conta os votos obtidos pela legenda e também o número de votos de cada candidato. Fontana afirmou que esse sistema vai dar mais autonomia para que a população escolha seus candidatos, o que já é um costume nacional, e também possa escolher um programa partidário, o que obrigaria os partidos a apresentarem suas propostas de maneira clara. "O eleitor passa a ter um voto mais forte, inclusive porque é um voto de caráter duplo. Além de valorizar e avaliar a pessoa que ele quer escolher para votar, ele também vai se acostumar a desenvolver a cultura de que é importante avaliar qual o partido merece o seu voto e qual o programa ele quer apoiar." O parecer de Henrique Fontana também propõe o uso da internet para recolher assinaturas necessárias à apresentação de projetos de iniciativa popular. Para isso, o projeto precisaria ser protocolado na Câmara, que disponibilizaria um site para que a população pudesse conhecer a proposta e registrar seu apoio. No caso das coligações, o texto do relator prevê que os partidos deverão criar uma federação que deve vigorar por pelo menos três anos, evitando assim as coligações que são feitas apenas no período eleitoral. O relatório determina ainda o financiamento público de campanhas, o que para o deputado Henrique Fontana vai garantir maior autonomia para os candidatos. "Não funciona muito bem um sistema onde a cada quatro anos aqueles que querem representar o povo brasileiro têm que bater nas portas das grandes empresas, dos grandes financiadores para financiar sua campanha e depois, se eleitos, tomarem decisões que são muito importantes nos negócios que são feitos entre o setor privado e gestão pública. Então, o financiamento público garante essa impessoalidade e garante mais autonomia para os mandatos." SUPLENTE PARA SENADOR Outras mudanças como a extinção do cargo de suplente para senadores e maior participação das mulheres também fazem parte do parecer que deve ser votado neste mês na comissão especial. Depois de passar pela comissão, o texto será encaminhado ao Plenário.

Edição EDIÇÃO 16960




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