O candidato do PMDB ao governo de São Paulo, Orestes Quércia, afirmou que era uma "ilação" (indução) a afirmação do também candidato José Serra (PSDB) de que haveria indícios de uma relação entre PT e a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). O ex-governador fez campanha no interior paulista, em Ribeirão Preto (a 314 km da capital). Na cidade, Quércia comentou a polêmica que movimentou o meio político após as declarações do senador Jorge Bornhausen (SC). Ontem, o PT entrou com uma queixa-crime contra Serra por ter endossado as declarações do pefelista e que há "indícios" da ligação entre o partido e a facção criminosa. Em suas declarações, Serra chegou a lembrar de inquérito em que o ex-secretário municipal de São Paulo Jilmar Tatto, na gestão do PT, enfrenta acusações de ter influência sobre perueiros supostamente ligados ao PCC. Para Quércia, não era possível fazer a ligação entre PT e os ataques do PCC pelas supostas ligações do ex-secretário. Quércia também comentou sobre que medidas tomaria para conter a onda de violência em São Paulo. Ele afirmou que, se eleito, subordinaria a Secretaria de Administração Penitenciária, responsável pela administração dos presídios, à Secretaria de Segurança Pública. "O Estado tem que mostrar que tem comando", afirmou.