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Cuiabá MT, Terça-feira, 23 de Junho de 2026

BRASIL
Sábado, 04 de Julho de 2009, 10h:32

PT adia sua definição sobre manutenção de apoio a Sarney

CHRISTIANE SAMARCO
Da Agência Estado – Brasília
O PT não deve desafiar o presidente Luiz Inácio Lula nem pôr em risco seu projeto em 2010, enxotando o PMDB do senador José Sarney (AP) do comando do Senado. Mas o partido decidiu adiar o anúncio oficial da posição partidária em relação a Sarney para a próxima terça-feira, aproveitando a revelação da casa de R$ 4 milhões do presidente do Senado, não declarada à Justiça Eleitoral. "Vamos refletir até terça-feira sobre todos os fatos que não param de acontecer e dar tempo para que Sarney possa esclarecer este fato novo", justificou o senador Eduardo Suplicy (PT-SP). O novo prazo do PT e o problema com a casa não preocupam o PMDB. A cúpula peemedebista avalia que a nova denúncia não muda o curso do entendimento com o PT. Tanto é assim que, segundo um dirigente do partido, a conversa de Sarney com Lula foi "ótima", inclusive porque, desde a véspera, o presidente já sabia do problema da casa não declarada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Alguns petistas, no entanto, ponderam que é bom aguardar o desenrolar do noticiário, na expectativa de que uma nova denúncia possa fazer com que Sarney renuncie ao cargo. O PT, mesmo, nada fará para derrubá-lo. A maior dificuldade do líder Aloizio Mercadante (PT-SP) hoje é administrar a rebeldia da senadora Marina Silva (PT-AC). A avaliação de um dirigente do partido é de que Eduardo Suplicy (PT-SP) não será obstáculo ao acordo com o PMDB, nem tampouco Tião Viana (PT-AC). Depois da derrota para Sarney na sucessão do Congresso, Mercadante entregou a Viana a tarefa de elaborar o anteprojeto de uma nova Lei de Responsabilidade Administrativa e Fiscal do Senado, para dar-lhe um discurso que justifique a manutenção de Sarney. Não é o caso de Marina, que está magoada com o Planalto e se considera "alijada do jogo político e partidário" desde que deixou o ministério do Meio Ambiente e, de volta ao Senado, ainda perdeu o comando da Comissão de Mudanças Climáticas. Foi ela a razão principal do adiamento da posição do partido.

Edição EDIÇÃO 16967




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