BRASIL
Quinta-feira, 12 de Junho de 2014, 19h:52
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Protestos refletem insatisfação
MARCELA BALBINO e TAI NALON
Da Folhapress Recife
De volta ao Recife para acompanhar a abertura da Copa ao lado dos cinco filhos e da mulher, Renata Campos, o pré-candidato à presidência Eduardo Campos (PSB) afirmou que os protestos anti-Copa registrados em São Paulo na manhã de ontem fazem parte da "luta pela democracia". Segundo o presidenciável, há muitas pessoas no Brasil insatisfeitas com o momento político. Campos disse que os questionamentos da sociedade acerca dos investimentos no Mundial são resultado de uma "agenda de prioridades" mal cuidada. "A sociedade brasileira está se expressando, está querendo mais educação de qualidade, segurança pública. O povo está indignado com o pacto político que está posto lá em Brasília. E isso tudo vai ficar muito claro nas urnas", afirmou o presidente nacional do PSB. Campos viaja hoje, mesmo dia em que a adversária Dilma Rousseff estará no Recife. Ele participará da convenção do PSB na Bahia, em Goiás e no Distrito Federal. No domingo, o presidenciável retorna à capital pernambucana para a convenção do afilhado político Paulo Câmara (PSB), que disputará o governo do Estado. O pré-candidato arriscou um palpite para o jogo desta quinta: Brasil 2 a 0 diante da Croácia. ABATE A presidente Dilma Rousseff autorizou ontem o comando da Aeronáutica abater aeronaves hostis durante o período da Copa do Mundo no Brasil. A medida vale entre os dias 12 de junho e 17 de julho - quatro dias depois do fim do Mundial. O decreto foi publicado na edição de ontem do "Diário Oficial da União" e, segundo a ordem, uma portaria, que deverá ser publicada num prazo máximo de dois dias, estabelecerá os procedimentos que deverão ser adotados pela Defesa caso haja ameaça no espaço aéreo. A medida regulamenta a lei 7.656, de 1986, que estabelece diretrizes de detenção, interdição e apreensão de aeronaves que, entre outras ações, entrar no espaço aéreo sem comunicar as autoridades brasileiras, não pousar em aeroporto internacional e passar por averiguação. O governo diz que são quase 13 mil militares e 77 aeronaves que atuam na segurança do espaço aéreo do país durante o evento. Serão 170 mil agentes entre policiais, militares e segurança privada que participarão da vigilância do torneio. Desse total, 57 mil são integrantes das Forças Armadas. É o maior contingente de militares já designado para um evento no Brasil.