Professores decidem manter greve após nova assembleia
Professores e profissionais da rede municipal de ensino do Rio decidiram em assembleia, na tarde de ontem, manter a greve pelo menos até a próxima reunião da categoria, na terça-feira. A paralisação dos educadores começou no dia 8 de agosto. Segundo a coordenadora do Sepe (Sindicato Estadual dos Profissionais de Ensino) na capital, Susana Gutierrez, é preciso discutir com a Secretaria de Educação a autonomia pedagógica, que é a forma como o conteúdo das matérias deve ser aplicado de acordo com o perfil das unidades. A decisão de continuar a greve também foi influenciada pelas declarações dadas na última quinta-feira pela secretária municipal de Educação, Cláudia Costin, que disse não reconhecer a representatividade do sindicato. A votação de ontem foi tumultuada já que os professores estavam divididos entre cancelar e continuar com a greve. De acordo com Gutierrez, a manutenção do movimento foi decidida com uma margem apertada de votos. Suzana Gutierrez explicou que entre as reivindicações da categoria estão o reajuste salarial de 19% para compensar as perdas salariais, a garantia de um terço da carga horária para atividades extracurriculares, que é garantida por lei, e concurso público para professores e funcionários administrativos. A Secretaria Municipal de Educação afirmou que concedeu 8% de reajuste este ano, além de novos benefícios para os professores, como os auxílios alimentação, transporte e qualificação. No meio da semana, a Prefeitura do Rio lamentou a greve dos professores. "É a terceira semana de greve. Com isso, 300 mil das 700 mil crianças da rede municipal de ensino estão sem aulas".