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BRASIL
Quinta-feira, 18 de Março de 2010, 21h:56

MENSALÃO DO DEM

Procurador rejeita prisão domiciliar para Arruda

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, se posicionou contra a concessão da prisão domiciliar para o governador cassado do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido). Para Gurgel, a prisão domiciliar, solicitada anteontem pelos advogados, seria o mesmo que colocar Arruda em liberdade. Segundo o procurador, em liberdade, o governador cassado ainda tem condições de influenciar na produção das provas do esquema de arrecadação e pagamento de propina. "Eu descarto a prisão domiciliar. A prisão domiciliar seria inócua. Ela corresponderia à soltura porque ele teria as mesmas condições de tentar influir na produção das provas", disse. Gurgel disse que pretende entregar hoje ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) seu parecer sobre o outro pedido da defesa, que prevê a revogação da prisão de Arruda. "Com relação ao primeiro [pedido de revogação da prisão] que já recebemos, nós já nos preocupamos com as alegações de que as condições na prisão não seriam adequadas, embora as informações da PF apontem em sentido contrário, pedimos mais um relatório à PF e o parecer será encaminhado ao STJ amanhã", disse. O procurador disse acreditar que não será preciso melhorar as condições de Arruda na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. "Pelas condições que temos, ele tem condições adequadas na Polícia Federal", disse. CATETERISMO O ecocardiograma feito no governador cassado e preso do Distrito Federal, José Roberto Arruda, ontem revela que ele não precisará passar "no momento" por angioplastia coronária e que somente deve ficar em observação nas próximas horas. A angioplastia é um procedimento invasivo que consiste na dilatação da artéria para fazer uma desobstrução. Mais cedo, um cateterismo identificou uma lesão de grau discreto em uma das artérias coronárias, segundo boletim médico divulgado pelo Instituto de Cardiologia do DF. Os exames são coordenados pelo médico particular de Arruda, Brasil Caiado, e assistidos por uma equipe do hospital. Ainda não há previsão para a saída do ex-democrata do local. Essa é a quarta vez que Arruda deixa a prisão para realizar exames. Nas últimas avaliações realizadas por Caiado, ele apresentava um quadro de depressão e problemas de pressão alta.

Edição EDIÇÃO 16961




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