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BRASIL
Quarta-feira, 28 de Junho de 2006, 20h:27

CADEIAS

Presos mais três advogados do PCC

Três advogados foram presos ontem por força de mandados de prisão expedidos pela Justiça suspeitos de atuar como pombos-correio do PCC (Primeiro Comando da Capital). Segundo o Ministério Público, a advogada Valéria Dammous intermediava a realização de rebeliões a mando do PCC; o advogado Eduardo Diamante comprava celulares e os entregava a presos ligados à organização; e a advogada Libânia Catarina Fernandes Costa foi contratada para passar recados entre os presos. Para os promotores, os advogados "transformaram-se em agentes do crime organizado, mostrando total desprezo e falta de consideração para com o nobre exercício da advocacia". Os mandados expedidos contra os três advogados são temporários e válidos por cinco dias. O prazo poderá ser prorrogado de acordo com as necessidades das investigações. Em junho, o deputado federal Raul Jungmann (PPS-PE) entregou uma lista com os nomes de 33 advogados suspeitos de atuar como pombos-correio ao Conselho Federal da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil). Os profissionais estão sendo submetidos a uma sindicância. Por telefone, a reportagem não conseguiu contato com os suspeitos presos. A OAB-SP ainda não se pronunciou. ADVOGADO Um advogado de 57 anos foi preso em flagrante na tarde de anteontem suspeito de entregar celulares e carregadores a sete clientes durante sua visita ao CDP (Centro de Detenção Provisória) de Mauá (Grande São Paulo), segundo a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil). O esquema foi descoberto quando os presos foram submetido a uma revista, após a consulta com o advogado. Seis celulares e cinco carregadores foram encontrados com três dos clientes do suspeito. No porta-malas do carro dele foram encontrados mais três celulares, ainda segundo a OAB. O suspeito recebeu ordem de prisão em flagrante e foi encaminhado à delegacia da cidade. Inicialmente, a assessoria de imprensa da Secretaria de Administração Penitenciária havia informado que os celulares haviam sido encontrados ainda na portaria da unidade, antes da entrada do advogado. PCC O CDP de Mauá é uma das unidades que vinham monitoradas pela Polícia Civil desde a semana passada devido à informação de que integrantes do PCC (Primeiro Comando da Capital) da região estavam sendo pressionados a matar agentes penitenciários. Na madrugada de segunda-feira, 13 pessoas supostamente ligadas à organização criminosa foram mortas a tiros durante a repressão policial a uma tentativa de atacar três agentes do CDP de São Bernardo (Grande São Paulo). Cinco foram presos.

Edição EDIÇÃO 16967




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