GABRIELA MOREIRA e PEDRO DANTAS
Da Agência Estado Rio
Nos depoimentos, testemunhas contaram que o autor da ligação ao vice-presidente José Alencar ficou alarmado quando percebeu a importância de sua vítima. Os presos estavam jogando baralho, quando um disse "estamos com uma pessoa forte da Justiça na linha". Segundo os depoentes, a pessoa que tentou extorquir dinheiro de Alencar passou dias preocupado com os desdobramentos do crime. REPERCUSSÃO No entanto, tanta repercussão não foi suficiente para que a Polícia Civil ou a Polícia Federal no Rio instaurassem inquérito para chegar à autoria da tentativa de extorsão ao vice-presidente. A PF informou que para investigar o crime seria necessário que Alencar fizesse uma representação formal. Já a Polícia Civil não informou o motivo de não ter instaurado investigação. O Gabinete de Segurança Institucional (GSI), em Brasília, disse que "o assunto ficou a cargo do Rio" e que não iria se pronunciar sobre o assunto. A assessoria do vice-presidente não respondeu e-mail com pedido de entrevista com Alencar. O CASO O vice-presidente José Alencar foi vítima do golpe em 25 de abril, quando estava em seu apartamento no Rio. Um homem ligou para a casa exigindo R$ 50 mil para libertar uma das filhas de Alencar e imitou a voz de uma mulher, o que o fez acreditar que a filha estivesse sequestrada. Segundo o Jornal do Brasil, por causa do horário, Alencar não tinha o dinheiro disponível e ligou para um empresário, pedindo R$ 20 mil. Ele não fez o pagamento porque o bandido, ao perceber que a vítima era o vice-presidente, desligou o telefone.