WILSON TOSTA e FELIPE WERNECK
Da Agência Estado Itaguaí
Em discurso de tom ufanista, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva equiparou ontem o seu governo às gestões de dois presidentes brasileiros que tiveram a intervenção do Estado pró-desenvolvimento econômico por marca - o do pessedista Juscelino Kubitschek (1955-1961) e o do general Ernesto Geisel (1974-1979). PROGRAMA Horas após lançar na sede do BNDES a nova política industrial, Lula comparou o novo programa de incentivos ao Plano de Metas de JK e ao 2.º Plano Nacional de Desenvolvimento, lançado por Geisel. Em tom exaltado, ele criticou governantes anteriores, que, afirmou, esperaram que o capital americano e europeu desenvolvesse o País, e disse que o Brasil "país do futuro", sempre prometido aos brasileiros, vai, finalmente, chegar nos próximos anos. BRASIL "Hoje, quando lançamos a política industrial, fiquei pensando no Brasil daqui a dez ou quinze anos, fiquei pensando no Brasil daqui a vinte anos, aquele Brasil que a vida inteira era do futuro, que era o Brasil não sei das quantas... Esse Brasil vai chegar", discursou o presidente. "E eu quero terminar o meu mandato com a certeza de que nós pudemos provar a este País que o Brasil não está tendo de nós nenhuma sabedoria especial. Apenas estamos dando a este País a oportunidade que outros deveriam ter dado e não deram porque não quiseram acreditar no povo brasileiro. Preferiram ficar esperando que os americanos, que os europeus viessem fazer por nós o que a gente tinha de fazer."