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BRASIL
Terça-feira, 15 de Março de 2011, 21h:20

CASO JAQUELINE

Presidência encaminha à Corregedoria

CAROL SIQUEIRA
Da Agência Câmara
Já o líder do PSOL confirmou que o partido vai entrar com representação contra a deputada hoje, quando está prevista a instalação do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar. Bancada do DF vai se reunir com Marco Maia para pedir a investigação do caso. O presidente da Câmara, Marco Maia, informou ontem que deve encaminhar hoje a denúncia contra a deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF) ao corregedor da Casa, deputado Eduardo da Fonte (PP-PE). Ele disse que ainda aguarda informações do Ministério Público sobre o caso. Ao corregedor cabe elaborar parecer sobre o caso e recomendar ou não a abertura de um processo por quebra de decoro pelo Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Casa. A denúncia sobre a deputada é baseada em um vídeo em que ela aparece ao lado do marido, Manoel Neto. As imagens o mostram recebendo um pacote com R$ 50 mil reais de Durval Barbosa, pivô do escândalo que levou o ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda à prisão. O caso deverá ser analisado ainda pelo Conselho de Ética da Câmara, que será instalado hoje, às 14h30. O líder do Psol, deputado Chico Alencar (RJ) confirmou que o partido vai entrar com uma representação contra a deputada logo após a instalação do Conselho de Ética. Por se tratar de um pedido do partido, a representação será analisada diretamente pelo conselho, independente de encaminhamento do presidente. PROCESSO IMEDIATO Integrantes da bancada do Distrito Federal deverão se reunir com o presidente da Câmara hoje para entregar um documento que defende a abertura imediata de processo no Conselho. O documento é assinado por seis dos oito deputados que compõem a bancada: Erika Kokay (PT); Izalci Lucas (PR); Ricardo Quirino (PRB); Policarpo (PT); Augusto Carvalho (PPS); e Reguffe (PDT). Apenas a própria Jaqueline e o deputado Ronaldo Fonseca (PR) não assinam o documento, elaborado ontem durante reunião da bancada.A nota diz que o fato de o vídeo ter sido gravado em 2006, antes do início de Jaqueline Roriz assumir o mandato na Câmara dos Deputados, não deve ser colocado como um entrave para a apuração pela Casa. “É consenso desta bancada que, se as imagens fossem reveladas antes da última eleição, que tornou Jaqueline Roriz deputada federal, muito provavelmente esta não seria eleita”, diz o documento. NOVAS DENÚNCIAS A representação do Psol vai se focar apenas no vídeo divulgado no início do mês, sem tratar de novas denúncias contra a deputada. No início da semana, foi divulgado que ela supostamente teria usado a verba parlamentar para pagar o aluguel de uma sala que pertence ao marido.

Edição EDIÇÃO 16962




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