'Porta da minha casa está aberta', diz Eduardo Cunha
Um dia após a Polícia Federal cumprir mandados de busca e apreensão nas residências de três senadores, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmou ontem que a porta da casa dele está aberta para receber os agentes. Na terça, a Polícia Federal deflagrou a Operação Politeia, um desdobramento da Operação Lava Jato, que cumpriu mandados de busca e apreensão nas residências dos senadores Fernando Collor (PTB-AL), Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE), Ciro Nogueira (PP-PI) e de outros políticos. O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse que estuda ingressar no Supremo Tribunal Federal (STF) para questionar a ação policial. Um dos argumentos é de que a PF não poderia entrar em imóveis funcionais, como no caso de Collor. A porta da minha casa está aberta, vão a hora que quiserem. Pode ir a hora que quiserem. Eu acordo às 6h, que não cheguem antes das 6h, para não me acordar. Eu não sei o que eles querem buscar lá, mas se quiserem estou às ordens, disse Cunha ao ser perguntado se temia que fosse o próximo alvo das diligências da PF nos desdobramentos da Operação Lava Jato. Questionado sobre se concorda com a posição de Renan, Cunha não quis entrar na polêmica: Eu prefiro não comentar. Os presidentes da Câmara e do Senado são investigados em inquéritos no STF por suspeita de envolvimento no escândalo de corrupção da Petrobras que se tornou público com Operação Lava Jato. Na terça, a PF foi autorizada pelo STF a cumprir 53 mandados de busca e apreensão em Brasília.