BRASIL
Segunda-feira, 10 de Março de 2008, 20h:23
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FRAUDE BANCÁRIA
Polícia espanhola prende 5 brasileiros
De posse dos dados, a quadrilha desviava dinheiro de contas de usuários para contas falsas abertas na Espanha e no Brasil
A polícia espanhola deteve em Barcelona cinco brasileiros acusados de fraudes bancárias via internet, informou ontem o Ministério do Interior da Espanha. Os detidos são Warley V.D.S., nascido em Brasília, em 1967; Suellen S.S.N.C.B., natural de Ji-Paraná; Paula T.S., nascida em 1987 em Goiânia; Ederson Renato Z.D.O., nascido em Umuarama, em 1982; e Jeferson Ricardo Z.D.O., nascido na mesma cidade que o anterior, em 1978. A polícia desmantelou a quadrilha depois da prisão da brasileira Silvia Fernanda R.K., que foi pega em uma blitz em plena rua na província de Navarra (norte do país) com sete carteiras de identidade de Portugal falsas e dezenas de certificados de residência espanhóis também ilegais. Ao investigar a brasileira, os policiais descobriram uma rede que não só vendia documentos europeus falsificados, como ainda mantinha o esquema de pirataria virtual para obter dinheiro ilegalmente. O dinheiro obtido ilegalmente na rede, através de "phishing" - nvio de e-mails ou mensagens que buscam obter senhas bancárias e números de cartão de crédito , era enviado para diversas contas de banco no Brasil, abertas com documentação falsa. Um membro da organização, residente no Brasil, ficava responsável por acessar as contas dos bancos on-line das vítimas e depois desviar o dinheiro. "PHISHING" O "phishing" consiste em enviar e-mails e sites falsos de empresas conhecidas para induzir as pessoas a revelar dados bancários e outras informações confidenciais. Com esse método, buscam convencer o usuário a colocar seus dados de acesso no suposto site de seu banco, argumentando que precisam de confirmação de dados ou outras solicitações semelhantes. De posse dos dados, a quadrilha desviava dinheiro de contas desses usuários para contas falsas abertas na Espanha e no Brasil. Estas eram abertas por brasileiros que, muitas vezes, compravam documentos europeus falsos da quadrilha. Os brasileiros abriam contas bancárias com nomes e números de previdência social falsos e transferiam o dinheiro roubado ao Brasil em troca de uma porcentagem. A rede vendia documentação falsificada só a brasileiros (principalmente em Barcelona) por quantias que variavam entre mil e três mil euros. Segundo os policiais, esses brasileiros que participavam do esquema apenas abrindo contas correntes e fornecendo os números bancários, também são cúmplices. Recebiam porcentagens do roubo e serão indiciados por delitos de fraude e formação de quadrilha. O Ministério do Interior da Espanha pediu ajuda à Interpol para ampliar as investigações no Brasil. E não informou sobre o total do valor roubado.