A bancada do PMDB se opôs à indicação do senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) para a presidência do Conselho de Ética do Senado. O tucano ocuparia o lugar de Sibá Machado (PT-AC), que renunciou ao posto e à vaga no conselho em meio à análise do processo por quebra de decoro parlamentar contra o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). O PMDB alega que como maior bancada do Senado tem direito a indicar um nome para a presidência do Conselho de Ética. Entre os argumentos dos peemedebistas é que o o cargo é definitivo, não é temporário, e por isso precisa ficar com a maior bancada. Essas lideranças afirmaram que até aceitam a indicação do senador Aloizio Mercadante (PT-SP) para presidir o conselho. O problema é que Mercadante relutaria em aceitar o posto. O partido tenta convencê-lo a aceitar a relatoria do caso Renan. Em meio a esse impasse, o PMDB articula a indicação do senador Almeida Lima (PMDB-SE) para presidir o conselho. SIBÁ Ao justificar a renúncia da presidência Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do Senado, o senador Sibá Machado (PT-AC) reclamou ontem da pressão que a oposição e a base aliada exerceram sobre ele e afirmou que a "humildade" e a "lealdade" na condução do cargo não devem ser confundidos com "subserviência". Machado presidia o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, que cuidava do processo por quebra de decoro parlamentar contra presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), e usou a tribuna da Casa hoje, por oito minutos, para explicar os motivos que o levaram a renunciar ao posto na véspera. IMPRENSA O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse ontem que parte da imprensa brasileira age de forma "fascista" desde que surgiram as denúncias de que ele teria utilizado dinheiro da empreiteira Mendes Júnior para o pagamento de parte de suas despesas pessoais. "Estamos vivendo no Brasil uma coisa de fascismo, porque quanto maior a mentira maior a capacidade das pessoas de acreditarem nela. Isso não pode continuar", criticou.