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BRASIL
Quarta-feira, 25 de Janeiro de 2012, 20h:26

PROTESTOS

PM usa gás pimenta contra manifestantes

As ações da Polícia Militar do estado de São Paulo na cracolândia e na favela Pinheirinho têm sido criticadas pelo uso da violência contra viciados e moradores

A Polícia Militar usou gás pimenta e cassetetes contra manifestantes que protestavam na praça da Sé na manhã de ontem. O grupo é contra a reintegração de posse em Pinheirinho e contra a ação da PM na cracolândia, no centro de São Paulo. Uma parte dos 800 manifestantes (segundo contagem da CET) cercou e chutou carros de autoridades que participavam da missa na catedral da Sé pelo aniversário da cidade, comemorado ontem. O prefeito Gilberto Kassab (PSD) teve que sair pelos fundos da igreja. Durante a saída das autoridades, os manifestantes se aglomeraram próximo aos carros e a PM entrou em ação, usando cassetetes e jogando gás de pimenta contra as pessoas. Policiais relataram que quatro PMs ficaram feridos após serem agredidos por pedras e hastes de bandeiras durante o tumulto. Logo após a saída do prefeito do local, um grupo de manifestantes tentou agredir ainda uma equipe da Rede Globo. Um outro grupo que participava do protesto, no entanto, tentou interromper a confusão e fez com que os manifestantes dispersassem. "Estava apenas fazendo o meu trabalho", disse a repórter Gabriela Lian, na emissora. Os manifestantes atiraram ovos contra carros de autoridades que participaram da missa de homenagem ao aniversário da cidade de São Paulo. Entre as autoridades que estavam no local estava o prefeito Gilberto kassab (PSD) e os pré-candidatos a prefeitura Guilherme Afif (PSD), Andrea Matarazzo (PSDB) e Gabriel Chalita (PMDB). Eles, no entanto, não foram atingidos. Além de Kassab, também estavam no local os pré-candidatos a prefeitura Guilherme Afif (PSD), Andrea Matarazzo (PSDB) e Gabriel Chalita (PMDB). O governador Geraldo Alckmin (PSDB) era esperado, mas não compareceu. Após a confusão, os manifestantes seguiram em passeata em direção à prefeitura. De acordo com a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), as ruas da região foram bloqueadas com a passagem dos manifestantes. As ações da Polícia Militar na cracolândia e na favela Pinheirinho têm sido criticadas pelo uso da violência contra viciados e moradores. No caso da cracolândia, a atuação da polícia é investigada pelo Ministério Público. O protesto, intitulado "Especulação extermina: basta de trevas na Luz e em São Paulo!", também faz menção à situação das famílias que viviam na favela do Moinho, no centro de São Paulo, atingida recentemente por um incêndio.

Edição EDIÇÃO 16962




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