A Polícia Federal garante que possui provas de que parte dos R$ 164,8 milhões furtados do Banco Central de Fortaleza (CE) foi usada para financiar rebeliões em presídios e ataques do Primeiro Comando da Capital (PCC) no Estado de São Paulo. De acordo com o jornal Folha de S.Paulo, que teve acesso ao teor das investigações da Divisão de Repressão a Crimes contra o Patrimônio da PF (DPAT), pelo menos R$ 50 milhões levados do BC foram para os cofres da facção criminosa. O principal elo entre o roubo e o PCC, segundo a PF, é Raimundo Laurindo Neto, preso em fragrante na semana passada em Porto Alegre (RS), acusado de liderar uma quadrilha que planejava roubar, por meio de um túnel, duas agências bancárias da cidade. Outros quatro irmão de Raimundo também foram presos na ocasião. Na avaliação da PF, Raimundo e os irmãos Ricardo e Giovan atuavam em parceria direta com o PCC em roubos a bancos, tráfico de drogas e assaltos, enquanto outros irmãos do suspeito - Lucilane e Veriano - atuavam para "lavar" o dinheiro, por meio de empresas de "fachada". Raimundo Neto, enviado para Brasília pela PF, bem como outros integrantes da família Laurindo detidos em São Paulo começaram a prestar depoimento à PF ontem.