BRASIL
Quarta-feira, 23 de Junho de 2010, 20h:44
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PRESIDÊNCIA
Pesquisa CNI/Ibope aponta liderança de Dilma com 40%
Em um eventual 2º turno contra Serra, Dilma teria 45% das intenções de voto
LEONARDO GOY,
Da Agência Estado Brasília
Pela primeira vez na pesquisa CNI/Ibope, a candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, ultrapassou o candidato do PSDB, José Serra. Segundo o levantamento divulgado na tarde de ontem, em uma lista com os três principais candidatos, Dilma aparece com 40% das intenções de votos, Serra com 35% e Marina Silva (PV) com 9%. Dilma também está à frente de Serra mesmo considerando a margem de erro, de 2 pontos porcentuais para cima ou para baixo. Em março, Dilma tinha 33% das intenções de voto e passou para 40% em junho; já Serra caiu de 38% em março para 35% em junho, enquanto Marina Silva subiu de 8% em março para 9% em junho. A comparação, segundo a CNI, levou em conta um dos quatro cenários possíveis, na época, apresentados pelo Ibope aos eleitores pesquisados. Em um eventual segundo turno contra Serra, Dilma teria 45% das intenções de voto, contra 38% do ex-governador paulista. Na pesquisa feita em março, o cenário era inverso. Serra venceria, com 44% da preferência, ante 39% de Dilma. Em outro cenário no segundo turno, entre Dilma e a candidata do PV, Marina Silva, Dilma também venceria, com 53%, contra 19% das intenções de voto de Marina. Em uma eventual disputa entre Serra e Marina, o tucano venceria, com 49% da preferência, contra 22% de Marina. REJEIÇÃO O candidato José Serra teve a maior taxa de rejeição entre os principais candidatos. A rejeição de Serra chegou em junho a 30% ante 25% em março. Com a segunda maior taxa de rejeição está a candidata do PV, Marina Silva, com 29% em junho ante 31% em março. Já a candidata do PT, Dilma Rousseff, aparece com rejeição de 23% em junho ante 27% em março LULA A aprovação do governo Luiz Inácio Lula da Silva manteve-se em junho no patamar de 75%, mesma taxa verificada em março. Já a aprovação pessoal de Lula subiu de 83% em março para 85% em junho, atingindo recorde para a série histórica. O levantamento mostrou, porém, que, para a eleição à Presidência, caiu a taxa da preferência de voto em um candidato apoiado pelo presidente Lula. Segundo a pesquisa, essa preferência era de 53% em março e recuou para 48% em junho. Por outro lado, subiu de 33% para 37% a fatia daqueles que não vão levar em conta o apoio de Lula para votar. A pesquisa foi feita entre os dias 19 e 21 de junho e ouviu 2.002 eleitores em 140 municípios, sendo registrada no TSE com o número 106390/2010. SERRA O candidato José Serra, não comentou a pesquisa Na hora em que foi divulgada, Serra fazia uma caminhada pelo centro comercial de Guarulhos, na Grande São Paulo. Informado sobre os números da mostra por jornalistas, respondeu apenas: "Eu não vi." Desde que Dilma passou a crescer nas pesquisas, Serra deixou de comentar os levantamentos. Antes, quando liderava as intenções de voto, o tucano sempre fazia questão de agradecer a "lembrança de seu nome" pelos eleitores. Em Brasília, o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), disse que a pesquisa revela que Dilma Rousseff cresce à medida que se torna mais conhecida da população. O líder ressaltou que é cedo para fazer previsões definitivas, mas enfatizou que é fato que, cada vez que a população conhece Dilma, compara com o candidato tucano José Serra e escolhe a petista como a "única que pode consolidar e aprofundar as conquistas do presidente Lula". Na avaliação de Vaccarezza, Serra vem cometendo uma série de erros. "Serra falou contra o Mercosul, atacou a Bolívia, criticou o Banco Central e a política econômica do presidente Lula. Tudo foi uma derrapagem na linha que ele vinha adotando de não fazer oposição e agora perdeu o eixo. Em cada lugar, ele é um diferente", disse. O líder completou afirmando que Serra "derrapou de forma grosseira" quando atacou Dilma acusando-a pelo suposto dossiê que seria preparado contra o tucano. (Colaboraram Carolina Freitas e Denise Madueño)