O líder do PDT na Câmara dos Deputados e presidente da Força Sindical, deputado Paulo Perreira da Silva (SP), conversou esta tarde com o líder do governo na Câmara dos Deputados, Candido Vaccarezza (PT-SP), e reafirmou que o PDT concorda com a política de valorização do salário mínimo, mas não aceita o valor de R$ 545 proposto pelo governo. "Não tem acordo", afirmou o deputado sindicalista. O PDT ainda não definiu como irá se posicionar caso o governo insista em manter a proposta de reajuste do mínimo para R$ 545. PSDB - O líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias (PSDB-PR), disse ontem que o partido não irá colaborar com a votação antecipada do salário mínimo de R$ 545. Segundo ele, o partido vai brigar pelo valor de R$ 600 e aceitará passar a medida provisória (MP) que trata do tema na frente de outras que estão na fila de votações se o governo negociar o valor. Quando o projeto beneficia o trabalhador, a oposição não colocará nenhum obstáculo. Agora, nós temos que discutir o valor do salário mínimo. Entendemos que esse valor de R$ 545 não beneficia o trabalhador, disse. Ainda de acordo com Dias, essa discussão traz também a oportunidade de uma aproximação da oposição com as centrais sindicais e com outros movimentos sociais. Eu creio que o tema motiva [uma aproximação]. Se a oposição quer ampliar o diálogo com os movimentos sociais, deve aproveitar o debate no Congresso Nacional. O salário mínimo é uma oportunidade de formação de identidade com as centrais, afirmou. Para o líder, o governo vem escondendo informações sobre o tamanho de sua dívida e enfrenta problemas para conter a inflação, mas isso não deve ser usado como desculpa para não dar uma aumento maior para os trabalhadores. Não é o trabalhador que tem que pagar essa conta, o governo tem de onde tirar, alegou.