As quadrilhas que assaltam caixas eletrônicos em São Paulo já inventaram uma estratégia para contornar os dispositivos de segurança que mancham de tinta as notas durante os ataques. Ontem, a polícia apresentou produtos químicos usados para lavar as notas apreendidos com um suspeito preso. O homem tinha também, em sua casa, um revólver banhado a ouro. Segundo o delegado Nelson Silveira Guimarães, diretor do Deic (Departamento de Investigações sobre Crime Organizado), é a primeira vez que a polícia encontra os produtos, que passarão por perícia para serem identificados. As notas manchadas foram apreendidas com o suspeito dentro de um filtro d'água, banhadas nos produtos químicos. Na última semana, o Banco Central decidiu não mais ressarcir o cidadão que receber uma cédula danificada por dispositivos antifurto, e as notas deixaram de ter validade. O objetivo da medida, segundo o BC, foi contribuir para a redução dos casos de furtos e roubos a caixas eletrônicos, ao dificultar a circulação de notas roubadas ou furtadas. Cerca de 75 mil notas manchadas estão em circulação. O Procon-SP contestou a decisão e afirmou que "o custo da medida de segurança contra o aumento de explosões de caixas eletrônicos, principalmente no Estado de São Paulo, não deve ser repassado à população". A polícia recomenda que as pessoas que receberam uma nota manchada procurem uma delegacia para registrar boletim de ocorrência. maconha A polícia apreendeu na manhã de ontem uma tonelada de maconha em um caminhão que trafegava pela rodovia Castello Branco, na região de Barueri (Grande SP). De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, a droga estava camuflada em uma carga de fécula de mandioca. Dois homens foram presos. Os policiais do Denarc (Departamento de Investigações sobre Narcóticos) faziam ronda perto da Casa do Usuário, serviço que atende os usuários da rodovia, pois receberam informações de que os traficantes usavam o local como ponto de encontro. Por volta das 6h, um caminhão que vinha de Paranavaí (PR) estacionou no local e um homem que o aguardava entrou na cabine. Desconfiados do fato de o motorista não ter descido do caminhão para tomar café, ou ir ao banheiro, como em geral fazem, os policiais abordaram o veículo no momento em que ele saía do local. Na carga de fécula de mandioca - espécie de farinha feita com o amido da raiz-, a polícia encontrou diversos pacotes de maconha.